sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Flor da Alma

Como descobrir se o que sentimos é falso ou verdadeiro?

Sei que a pergunta parece soar estranho, mas paremos para refletir sobre algumas coisas que acontecem em determinados momentos de nossas vidas, e ao percorrer os meus sentimentos, que eu juro tentar compreender, mergulhei na magia do meu coração, e o surpreendente foi que novamente descobri uma nova pessoa dentro mim, e o mais engraçado é que na medida que eu ia me interagindo com o meu Eu, comecei a chorar de emoção, e nestes instantes eu senti uma sensação de diferença com os homens adultos da atualidade, uma parcela deles é claro, uma experiência maravilhosa, e novamente me encontro com a minha criança divina interior, ou seja, uma energia de pureza surge de meu intimo e me faz sentir como uma pura e sábia criança. Realmente eu não sei o que se passa comigo, e o porque deu me sentir desta forma tão pura, já que eu sou um ser humano imperfeito e cheio de defeitos.

Em muitas ocasiões é difícil conseguir participar de certos assuntos nas rodas de amigos, a sensação que eu tenho é que todo mundo adora um viciozinho imoral, e que sem isso a vida não funciona e não tem prazer, e quando exponho os meus pensamentos aos meus amigos eles ficam estarrecidos, pois nunca imaginariam que em uma roda de amigos alguém iria falar de sentimentos bons para com os nossos irmãos(esposa, namorada, amigo, amiga colega, vizinho, transeunte, mendigo, vovô, titio, fofoqueiro, cricri...), é impressionante, as pessoas acham que você é uma pessoa anormal só porque fala de sensibilidade da alma, amor ao próximo, respeito a tudo a todos, incluindo as plantas, as árvores, o sol, o ar que respiramos, a água, o alimento. O bom disso é que sempre consigo jogar uma sementinha, e ajudo no despertar da consciência de alguém, e quando descobrem que sou umbandista ficam mais surpresos ainda, como pode esse cara pensar assim, já que é umbandista, nem uma pessoa evangélica pensa desta forma... Pois é pessoal, eu sempre ouço essas coisas, e no final alguns querem visitar o CUCA, centro o qual sou médium, na verdade desconhecem que o Junior não é a umbanda, simplesmente a umbanda me ajudou a ser assim, pois a mudança parte de nós mesmos, dos esforços em nos libertarmos dos vícios comportamentais mais graves que nos prendem ao atraso. A minha bandeira é a do amor divino, esta sim modifica o homem, esta essência atravessa as paredes das religiões e entranha em nosso dia a dia, seja no instante em que damos um bom dia para o padeiro, jornaleiro, visinhos...Ou nos momentos em que distribuímos sorrisos para as pessoas na rua e no trabalho...

Outro dia eu fui visitar alguns amigos, e ao adentrar na casa iniciou-se um bate papo sobre as coisas do espírito, fiquei impressionado com o que presenciei, uma mentora espiritual ligada a mim aproveitava a minha bioenergia para limpar o campo psíquico-energético e o duplo do ambiente daquela casa, trazendo uma atmosfera de energias confortantes e harmônicas, limpando também a aura das pessoas residentes, desfazendo assim as formas de pensamentos inferiores que pairam no ar. Essas são as dádivas que a espiritualidade nos proporciona. E hoje em qualquer residência que eu vá eu percebo a movimentação dos meus Guias trabalhando na casa e nas pessoas, e não porque sou especial, e sim porque é a linha de trabalho minha e de meus Guias. É por estes motivos que muitas pessoas ao chegarem perto de nós dizem que estão se sentindo bem, e que nós emitimos uma energia maravilhosa, no meu caso eu mentalizo amor em meu magnetismo, que por sua vez se acopla às vibrações de meus mentores do amor, desta formas a pessoa sente aquelas ondas de amor que o nosso campo aurico esta irradiando.

Munido de sentimentos assim, há momentos que sou abordado por pessoas que olham para mim como se estivessem olhando para uma outra pessoa, elas sorriem enquanto seus olhos brilham, e parecem esperar algo de mim, como se aguardassem sair alguma palavra legal de minha boca, é uma percepção sensitiva tão nítida que vejo emergir uma energia de pureza vinda de meu interior, e começo a falar de coisas boas, palavras de amor e sentimentos legais, e nestes instantes eu percebo que nós seres humanos somos carentes de ouvir certas coisas, e que usamos as religiões e tudo mais como bengalas para servir de desculpas para a falta de ação edificante e pessoal; seja no contexto individual ou na coletividade. Se acham isso difícil, vou citar uma pratica que sempre realizo: em um canto de minha casa eu relaxo e paro para meditar, realizo algumas praticas bioenergética (visualização criativa, ativação de chacras, expansão da aura...), e mentalizo muito amor pedindo auxilio ao grande coração da Oxum para que a minha energia possa ajudar a toda humanidade. Atitude simples não é? E agindo assim eu estou fazendo algo de útil ao repertório da vida, praticas essas ensinadas pelos meus mentores espirituais.

E se o assunto for falar de palavras e atos que estão sendo arquivos pela mente humana, eu me pergunto o que será que esta acontecendo? Será que as pessoas de nossas vidas como namorada (o), esposa, mãe, irmão, irmã... Esquecem de nos dizer coisas boas, como falar que ama, ou será que as pessoas têm vergonha de dizerem o que sentem, é realmente muito estranho. E nestes pensamentos eu mergulho em meu interior e tento descobrir quem sou eu, quem somos nós, e o que significa este mundo de tantas provas e muitos desperdícios, para àqueles que não sabem aproveitar a natureza da vida.

Já perceberam que todos nós precisamos de ajuda, outro dia estava eu em um hospital particular aguardando uma consulta, em seguida percebi que estava próximo a uma sala de psiquiatria, não se preocupem que eu não sou maluco, risos, então pensei: vou bater um papo com um médico da mente, e neste mesmo dia eu consegui marcar uma consulta com uma psicóloga renomada, a qual possui em seu currículo palestras e seminários fora do Brasil, é autora de livros e projetos maravilhosos, e por ai vai...Entrei na sala e expus a ela algumas coisas de minha vida, e eu queira uma explicação do porque eu ser assim... Falei pacas e ela sorria maravilhada, bom eu não estou querendo massagear o meu ego, pois a minha intenção era buscar uma resposta com a especialista da mente, na verdade eu estou sempre buscando uma resposta, e graças a minha Mamãezinha do amor ás vezes eu consigo nos instantes em que medito. Então a psicóloga disse que ficou impressionada comigo, e disse que costuma atender vários homens, e que já realizou algumas pesquisas publicadas sobre o comportamento humano, ficando admirada com a minha forma de ver as coisas, e informou que nos dias atuas é difícil ver um homem pensar da forma como eu penso...eita ego vaidoso, sai pra lá... Confirmando o que eu sentia em meu intimo, ou seja, se aflorou em mim um ser humano conectado com uma essência maior, e que busca o resgate dos bons valores que parecem estarem esquecidos.

A psicóloga marcou para eu retornar outras vezes, e sempre que eu retornava as consultas percebia que na verdade era eu que estava ajudando a ela de alguma forma, ou melhor, como eu não quero ser egoísta, prefiro dizer que nós estávamos nos ajudando.

Prosseguindo nas consultas, começou a ocorrer algo que para mim me parecia suspeito e proveitoso, pois ela começou a abrir a sua vida para mim, falar de namorado, relacionamentos, vida aqui, vida ali... E seus olhos brilhavam quando falava comigo, parecia até que estava me paquerando...Tudo bem, isso não vem ao caso, só resolvi mencionar este caso por um simples motivo, pude perceber que até uma médica da mente precisa receber ajuda de uma outra mente, e que ao recebermos ajuda, também temos a oportunidade de ajudarmos quem esta nos ajudando. Pois é, e têm pessoas que não valorizam os conselhos dos nossos psicólogos e amados mentores preto velhos.

Realmente acontecem coisas em nossas vidas que são bastante interessantes, já perceberam o quanto à palavra amor esta perdendo a sua força, pois vemos fulano dizer para fulana: amor pegue isso, amor da minha vida, oi meu amor, amor isso, amor aquilo...Se realmente houver amor ao pronunciar essas palavras seria ótimo e sublime, mas parece que esta palavra se tornou algo mecânico. Ás vezes a pessoa lhe chama de amor e você nem atenção dá, pois virou hábito rotineiro, igualzinho a imagem de São Jorge coladas em carros, vans, anúncio político, biscoito, pasta de dente, cueca, carnê das casas Bahias...As pessoas estão deixando de valorizar esta bela e doce palavra que chama-se amor, que carrega um conjunto de mini portais para o paraíso divino, onde as águas da Oxum erguem a rosa mucha de nossos corações. Se continuar assim eu vou ter que chamar o meu futuro e desconhecido amor de amorzinho, risos...Só para diferenciar um poquito, Ave Maria morena amor de mi corazón...

Pois é, a vida é estranho mesmo, eu namorei por um período de sete anos e não conseguia dizer para a minha namorada que a amava, haja vista que na verdade eu não a amava, e sim gostava muito dela, sentimentos totalmente diferentes. Ela quase tinha que apertar o meu pescoço e implorar para eu dizer que a amava, mas não conseguia lograr êxito. Pois falar que ama para mim é algo estritamente grandioso e balsamico, que envolve um universo de bênçãos formosas e amorosas, ativando elementos no cosmo que conspira a favor do encontro das almas afins, que vibram em determinadas faixas idênticas, normalmente envolve carmas. O amor para mim é sim algo incompreendido, forte, involuntário, pois não conseguimos ter domínio sobre este ser que transcende o físico, falo de amor entre almas, e é esse tipo de amor raro que normalmente as coisas dão certo, se souberem administrá-lo com prudência.

Quando somos atingidos pela flecha do amor parece que não temos controle sobre nós mesmos, parece que o nosso coração mira em uma pessoa e não desejamos mais uma outra. As saudades se tornam freqüentes, nos tornamos escravos dos desejos do coração, e mesmo que insistamos em esquecer, bloquear a mente, não freqüentar os mesmo lugares e não olhar mais para o seu rosto,parece que o amor cresce cada vez mais em nosso coração, e nesta hora evidenciasse a vontade de querer estar sempre perto deste amor.

A alma então sufoca o peito que arde com o sol trovador, e fica quase impossível segurar tamanha energia que sobe para a boca e alça vôo em formas de palavras e poesias, fluindo em direção a flor que amamos... Realmente este tipo de sentimento é difícil de entender, e todos que já passaram por isso sabe o quanto isso é complicado, e se torna mais difícil quando a destinatária (o) tem namorado (a) e não esta nem ai para você, e ao ouvir as suas palavras diz que você esta confundindo as coisas... Então porque será que essas coisas acontecem com a gente, falo do amor e não da paixão, pois esta ultima passa rápido, é como se fosse um fogo que logo logo se apaga. Já o amor é uma sensação prazerosa que respeita o próximo, é sereno e puro, é duradouro, sentimos vontade de rezar pela aquela pessoa, de pedir a Mãe Divina que todos de sua vida o faça feliz, inclusive o atual companheiro se a mesma (o) tiver. E como explicar esta vontade de querer estar sempre perto deste amor, mesmo que seja somente para olhar para o seu doce e singelo rostinho. Dormimos pensando na amada, acordamos pensando na mesma, e até nos instante em que olhamos para o sol em uma bela manhã e dizemos: Bom dia sol! Parece que o rosto de nossa amada se reflete no infinito azul do céu de nossos sentimentos puros e amorosos, é quando somos atingidos pelo arco-íris de um sorriso encantador.

E porque será que Olorun permite que essas coisas aconteçam? Será que somos fracos por sentir algo por alguém? E porque será que não conseguimos deixar de amar alguém quando sentimos esta força no coração mesmo sabendo que este alguém possui um outro amor? Vivenciando este sentimento não estaríamos nos tornando escravos de um sentimento enganador, cultivando esta flor da ilusão, fomentando um amor proibido? O danado do coração teimoso e insistente não é fácil mesmo! Qual será então o segredo para deixar de amar? Já que a Oxum nos incentiva a amar respeitosamente, e nos diz que nenhum amor é proibido, desde de que seja amor verdadeiro e não doença da alma. Será que deveriamos vivenciar este sentimento de amor quando o mesmo surgir em nossas vidas? Veremos a ciência dando explicações sobre este feito, dizendo que há substancias em nosso organismo que circulam mais intensamente em nosso sangue quando sentimos algo, ocasionando o êxtase psíquico e o êxtase físico. Bom, será que a ciência explica quando amamos uma pessoa que parece ser nossa conhecida de outras vidas, denotando que o amor da carne para carne se chama paixão, e o amor entre almas é onde habitas o verdadeiro amor. E quando não sentimos nada pela mulher-homem que nos ama, e vamos justamente sentir algo pela pessoa que não nos ama, complicado, risos...

São tantas coisas surpreendentes que acontecem em nossas vidas, principalmente quando somos médiuns e possuímos um determinado tipo de sensibilidade, parece que o amor que sentimos por uma determinada pessoa se transforma em um conto de fadas, onde plasmamos um mundo de muitas cores, borboletas no jardim florido, cachoeira no quintal, casinha perfumada na beira do lago, a sonoridade dos cantos dos pássaros, o cachorro brincado com as crianças, e você ali deitado ao lado de seu amor na grama do quintal olhando para imensidão do céu azul, tudo é lindo, tudo é distante de nosso mundo real, pois é, esse tipo de sentimento eu também cultivo em meu projeto de amor, o qual carinhosamente denomino Veredas da Oxum, uma epopéia de sentimentos que envolvem quaisquer um, todavia, para fazer parte do meu jardim do amor é preciso querer vivenciar esta vereda sob a inspiração da luz do coração, projeto que une o nosso universo intimo, físico e espiritual, nos banhando com a doçura da Mamãezinha do amor, onde encontramos as cachoeiras de sonhos que empreguinam o nosso Eu com o extase transcendental, nos trazendo a esperança de sermos a matrix amorosa, nos conectando neste sistema de amor vivenciado de todas as formas.

Desejo que todos parem um instante de vossas vidas para sonharem com o seu mundo de encantos, de sentimentos que elevam a alma e vão ao encontro dos seres que amamos, sejam encarnados ou desencarnados, e acreditem, para aqueles que querem encontrar um amor primeiramente busquem o seu amor próprio, se amem, se qualifiquem para isso, e faça por merecer um grande amor em sua vida, pois as águas do amor sempre nos guiam para um amor verdadeiro que nos espera em algum lugar, ás vezes fora do alcance de nossos olhos, mas bem próximo aos olhos de nossos corações.

Por Carlos Junior

" Quando sentimos amor e simpatia pelos outros, isso faz não apenas com que os outros se sintam amados e estimados, como também ajuda a desenvolver sentimentos internos de paz e felicidade...A necessidade de amor faz parte da nossa existência humana, e resulta da rede de dependência que nos une aos outros

Dalai Lama, líder político e espiritual tibetano

"O amor real é vivido quando não existem condições. Ao existir condição, existirá força. Mas aonde existe amor, nada pode ser forçado. Condições existem apenas onde há divisão. Força é usada onde há dualidade, a idéia de 'eu' e 'você'. Você usa a força por perceber o outro como sendo diferente de você. Mas força não pode ser aplicada quando só existe Um. A própria idéia de força desaparece neste estado. Então, você somente é. A Força Universal corre através de você, você se torna uma passagem aberta. Você deixa a Consciência Suprema tomar conta de você. Você remove os apegos criados por você mesmo, deixando que a corrente do Amor todo-penetrante passe pelo seu curso natural."

Amma – A Mãe da Eterna Felicidade

Líder espiritual e humanitária na Índia.

domingo, 6 de julho de 2008

Mariazinha do Amor

Pudesse o mundo compreender o pequeno.

A semente que a alma escondeu.

O filho do grande que também é pequeno.

Pudesse o mundo encontrar à natureza menor.

A filha do grande espírito que também é pequeno.

Pudesse o mundo experimentar o pedacinho da doce alegria.

Contido no bolo colorido que enfeita o coração pequeno.

Pudesse o mundo encontrar a divindade criança em seu Eu.

A centelha da pureza que expande o seu verdadeiro pequeno.

Pudesse o mundo chorar e rir sentindo o quanto ainda somos pequenos.

Nesta ciranda do amor só entra quem descobriu o brilho de sua criança.

Pudesse o mundo recordar com amor do “tio” querido da infância.

Do vovô e da vovó que contavam histórias para a nossa consciência criança.

Das balas de felicidade que abrem as portas para o céu estrelado.

Pudesse o mundo sentar na beira de um lindo lago e observar o perfeito.

E imaginar você pequeno brincando com seus amigos.

Vendo o barquinho de papel pequeno seguindo para o meio.

Caminho inspirado pelo amor do Siddharta.

Pudesse o mundo ter uma visão espiritual,

Para ver o que há no interior orun de crianças,

Estrelas luminosas e dançarinas que à noite descem sobre nós pequenos.

Pudesse o mundo encontrar a paz.

Consciência divina encontrada em sua criança divina.

Pudesse o mundo se matricular no jardim de infância do Eu Cristico.

Onde se descobre que o amor universal habita no pequeno.

Pudesse o mundo brincar com os órfãos, filhos, filhas, sobrinhos...

Despertando a sensibilidade que a criança interior divina inspira.

Pudesse o mundo elevar os pensamentos na dimensão da pura inocência.

E nos conectarmos com a nossa criança abandonada.

Somos realmente felizes quando nos ligamos à este pequeno interior.

A criança divina que ativa a alegria de espírito.

Façamos como a Mãe Divina!

A Oxum que acompanha a fertilidade celestial das almas pequenas.

A Oxum que segura e envolve com amor o nascimento e renascimento do novo ser.

A Cinda que acolhe os pequenos com muito amor neste balé da doçura.

Pudesse o mundo resgatar e socorrer a sua criança enquanto há tempo.

Seja a criança ferida, sofrida ou esquecida,

Pois no fundo toda criança possui a essência feliz.

A nossa criança nunca esta sozinha,

E chora em nosso coração quando é deixada sozinha.

Pois toda criança da alma possui uma Mamãezinha do amor.

A Oxum habitada no coração de cada pequeno.

A Senhora da ternura que jorra o orvalho do amor no filho pequeno.

Despertando a centelha pequena em cada ser pequeno.

Pudesse o mundo refletir sobre as coisas da pequena.

Para ser grande é preciso ser a pequena.

Pois a pequena faz parte do todo.

Esse todo é o grande espírito criador do nosso universo pequeno.

Pudesse o mundo ver a ternura e a doçura em tudo.

Viagem encontrada quando mergulhamos no rio do coração pequeno.

Às vezes fico a pensar sobre o balé da pura doçura.

A minha criança interior divina é quem me inspira neste momento.

E no silêncio de meu mundo incompreendido e alegre,

Vejo a Mariazinha do amor rodar a minha frente.

A cada giro flores luminosas e diferentes batem na morada de meus sentimentos,

Casa flor...Casa rosa...Cada brilho no olhar,

Representa um sentimento maior que anseia o coração pequeno.

Mariazinha do amor brinca de amar,

A pequena servidora da felicidade faz crescer o meu Eu pequeno.

Pudesse o mundo conhecer a sua Mariazinha do amor.

Luzes coloridas contidas no infantil e terapêutico balé da doçura,

Força que traz a cura para as nossas infelicidades.

A verdadeira cura dos males que atormentam a humanidade.

Purificação das águas que cobrem o nosso coração pequeno.

Um simples toque com amor pequeno,

Um olhar meigo reverenciado pela Mamãezinha do amor,

Uma simples palavra desta pequena,

Penetra em nossa consciência imperfeita e arranca o sentimento pequeno.

Aquele que há muito esperava crescer sim.

Mas com o coração envolto do prazer de ser a puridade do pequeno.

Pois quando realmente nos tornamos grandes,

Descobrimos que na verdade nos tornamos pequenos.

Pois a felicidade faz morada lá.

A fonte da felicidade habita em nossa consciência criança divina.

Uma Mariazinha que a todo instante em nosso interior pede:

“Me dá um doce tio?”

Para socorrer o seu Eu criança que nunca morre,

Uma Mariazinha que esta ai em seu coração para lhe salvar.

Ofereço a ti Mariazinha uma rosa cor de rosa como fruto de meu amor pela luz do amor da criança universal.

Salve toda Ibejada.

Por Carlos Junior

terça-feira, 24 de junho de 2008

A vela


Na Umbanda é notório o fato dás pessoas acreditarem que ao acenderem uma vela para o anjo de guarda estão pedindo uma forcinha ao nosso amigo guardião de nossas coroas(chacra coronário, níveis consciências, lótus das mil pétalas, coroa mediúnica, atman...). Tudo bem que isso realmente ocorre, mas não é somente isso. Eu já presenciei em minha residência energias deletérias, negativas...sendo queimadas no fogo da vela. Ocorre uma espécie de magia branca, envolvendo os nossos Guias espirituais neste processo, que utilizam os elementos para desfazer formas de pensamentos e egrégoras inferiores que pairam na atmosfera da casa, como larvas astrais... afastando da residência alguns espíritos inferiores que sentem medo daquele ponto de luz, que na verdade reúne os elementos água(aquático), que fica no copo, ígneo(fogo da vela), e eólico, que é a fumaça que sai do fogo da vela, ajudando assim a harmonizar o ambiente.

Na maioria dás vezes quando acendemos uma vela para o anjo da guarda na verdade somos nós que estamos ajudando a nós mesmos. Criando uma ponte de nós para o nosso Eu, pois ao acendermos uma vela estamos ativando-acessando a egrégora relacionada ao anjo da guarda no âmbito individual e coletivo, ou seja, não estamos ajudando somente a nós mesmos, e sim a todo uma coletividade universal que acessa, fortalece e precisa desta força contida nesta egrégora. E é esta energia que ajuda a acender a nossa verdadeira vela, que é aquela existente dentro de nossa alma, que desperta algo estritamente interno em nosso ser, como chaves para as portas trancadas e habitadas em nossa essência, fazendo assim um elo com as forças divinas.

Pensando desta forma veremos que também somos o guardião de nós mesmo, pois depende de nossa incitativa buscarmos a luz que nos envolve , e que atrai para perto de nós o nosso anjo da guarda.

Por Carlos Junior

Um Saravá de Amor no coração de todos




segunda-feira, 2 de junho de 2008

Seja verdadeiro



Tem vezes que eu fico pensando e refletindo sobre os meus atos como pessoa, então percebo que existem duas hipóteses meio que relativas:

- Eu consegui me tornar um ser humano um pouco melhor.

- Ou simplesmente consegui lapidar um pouquinho a minha alma e descobrir quem eu realmente sou, uma pessoa que busca a natureza divina em seu ser.

Primeiramente quero deixar bem claro que não sou nenhum santo, guru...

Estou longe disso, cometo os meus erros como qualquer ser imperfeito cheio de defeitos.

Não é por argumentar sobre alguns pensamentos preso ao tempo que me vejo acima dás nuvens.

Eu simplesmente sou uma pessoa que busca as verdades em meu próprio espírito, e no axé que interpenetra em minha consciência, compreendendo o grau evolutivo de todos os irmãos da terra, pois também estou na mesma luta e me esforço para entrar nesta correnteza de sabedoria divina de meu Pai Xangô.

Não sou melhor que ninguém, e também não gosto de fazer comparações entre irmãos, pois cada ser deve procurar em si uma melhor forma de se melhorar interiormente, buscando as capacidades de seu próprio espírito.

Partindo desta aceitação penso sobre os resultados do meu despertar espiritual.

Devido a minha vivência umbandista-espiritual no meu dia a dia, identifico em meu interior uma força que me impulsiona para uma espécie de conexão com a essência maior.

Hoje em dia presencio certas posturas dos irmãos médiuns umbandistas em geral, e percebo que há grande incidência do mesmo tipo de erro, que é o revestimento da falsa bondade-humildade.

Ocorrências também presenciadas em outras religiões.

Creio que as razões de muitos médiuns não entenderem o real significado das coisas do espírito se deve a falta deste despertar espiritual, que pode ser rápido ou moroso.

Depende do esforço que o médium faz para conhecer e entender o que seja Umbanda no contexto essência divina, um portal entre o mundo físico e a dimensão dos orixás, uma visão mais ampla que foge do pensamento terra-terra como muitos chamam a Umbanda.

Uma Umbanda que bate de frente com nossas imperfeições e cobre de amor os sentimentos bloqueados em nosso arquivo espiritual interiorizado.

O médium parece exercer o seu mandato mediúnico sem ainda ter despertado à sua consciência para as coisas divinas que transcende e ego saturado de erros, e o terra a terra que chamam por ai.

E se for pensar neste terra a terra, veremos que todos as religiões são terra a terra, pois é aqui no físico que os bondosos espíritos nos trazem o amor que o Pai revelou.

Nesta ideologia, observando alguns comportamentos por parte de médiuns umbandistas e espíritas, pude notar a ocorrência de tais incidências citadas.

O médium muitas dás vezes não se conhece e não sabe quem és.

Então como irá entender o que é mediunidade, já que esta nos cobra o mínimo, que é possuirmos uma percepção real do que seja a nossa natureza divina, que nos liga ao grande espírito.

Natureza que contém as partículas de promessas que prometemos para nós mesmos no passado longínquo.

Refletindo mais sobre o tema, veremos que alguns médiuns parecem que ao adentrarem no terreiro parecem descortinar o véu da ignorância, e mergulham nas águas benéficas da egrégora umbandista, todavia, ao saírem do centro o médium volta a se afundar no lodo do dia a dia criados pela sua invigilância.

Desta forma parece que a pratica mediúnica se torna algo exclusivo e preso entre as paredes do terreiro, e que somente dentro do centro podemos nos inspirar nos bons exemplos da bondade amorosa de nossos Mentores espirituais.

Então fica parecendo que o terreiro é um verdadeiro Maya(ilusão) momentâneo, e que a vida real e externa a cada dia massacra a melhoria que o espírito tenta abraçar.

Neste mesmo lado externo veremos médiuns falando mal do vizinho, tomando conta da vida dos outros, propagando mesquinharias, atraindo tormentas, irritações, descompensação energética...

O médium vê o dia passar sem perceber o que se passou ao seu redor, sem ao menos olhar para cima e ver a luz do mundo, que vem do sol de Olorum, que jorra o axé para o seu despertar, pois olhando para o sol percebemos que existe ali uma outra natureza, e esta natureza se conecta conoco o dia inteiro, desejando a unicidade da comunhão.

Preferindo então carregar sentimentos confusos, misturados e perturbados, sem demonstrar nenhum tipo de sensibilidade com o irmão do dia a dia.

Seja um mendigo caído na calçada, uma criança pedindo comida, uma velhinha pedindo ajuda para atravessar a rua, um irmão menos esclarecido que pisa em seu pé, empurra-te e ainda faz cara feia dentro do metrô lotado, um(a) colega de trabalho que só deseja ser ouvido(a), e no envoltório do trabalho combina sobre o adultério na sexta feira, bebidas e farras imorais.

E depois de passar por estes testes do cotidiano, o médium chega em casa e diz para a esposa: “Eu te amo meu amor”, depois acende um incenso e inicia a recitação de mantras:

“Eu sou bom, Eu sou o padme, Eu sou o amor, Eu sou luz...”,

ou então passa o defumador em casa e pede ao coitado do Mentor preto velho, juntamente com o panteão umbandistico e os elementos da natureza, que afaste de si os encostos.

Ou então acende uma vela pedindo uma forcinha ao incansável anjo da guarda, que lhe oferece todas as ferramentas durante a vida para o seu crescimento.

Mas o coitado do médium não quer ter trabalho, prefere que o anjo carregue a cruz dele.

Desse jeito fica difícil se tornar mais espírito, que é o mesmo que se tornar mais humano.

Médiuns assim devem acender um incenso no coração, deve defumar a sua consciência preguiçosa e estagnada, e deve acender uma vela em seu interior apagado.

Como é que médiuns assim desejam acabar com a sede daqueles que necessitam, já que o seu copo interior permanece vazio?

Como é que vai acabar com a fome dos carentes que suplicam, se o padeiro de sua alma esta em greve há tempos?

E alguns ainda têm coragem de reclamar de tudo e de todos, e não satisfeito reclama de seu próprio Eu, que é aprisionado aos costumes viciosos.

Uma arrudazinha sempre ajuda mais um!

Carregados de sentimentos assim o médium vai ao centro com a aura toda suja, e resolve colocar a sua linda e branquíssima roupa de trabalhos mediúnicos, então passa mal e diz que o dirigente não lhe presta os devidos cuidados.

Ou então começa a procurar defeitos nos outros irmãos, sem perceber que o defeito esta em sua cabeça.

Fazendo critica peçonhenta direcionada ao irmão da corrente, que passa mal ou incorpora em momentos inadequados.

Pensamentos frívolos que fluem para a egrégora da casa e desarmoniza o fluído energético da gira.

Ou então menciona que a casa atrai espíritos de baixa estirpe.

Vemos então que o médium reclamante que se acha o certo, não pratica a caridade consigo mesmo, então como vai praticar a caridade com o conjunto da vida.

É preciso se banhar com a erva do esclarecimento, banho este formoso que pode diminuir a influência do ego periférico repleto de falsidades.

Deixando assim que a força divina envolva a sua consciência , a qual carrega ás leis de Oxalá.

Esclarecimento não é saber e entender, esclarecimento é praticar e evoluir, lavando esta sujeira interna que se disfarça de branco, e assim elevar os nossos pensamentos, e se unir a pratica do amor verdadeiro, se desprendendo desta força física-materialista que assombra a consciência mediúnica, que por sua vez acorrenta o espírito enraizado nas falsidades diversas.

Busquemos a luz da sabedoria que vem do coração envolto de amor.

Neste pensamento eu me vejo com uma visão de mundo espiritual diferente e mais ampla, fruto do bom desenvolvimento humano-mediúnico.

Enxergo as coisas ao redor com os olhos do coração, com a visão de uma alma que se esforça para encontrar as verdades divinas.

Nesta vereda eu aprendi que sabedoria não estar em ler um livro.

A sabedoria é serena e espera o momento certo de agir.

Pois silenciar nos momentos certos também é sabedoria.

É como o rio da sabedoria, que se orienta e desvia dos obstáculos, e quando suas águas serenas ficam represadas, o rio eleva e aumenta o seu volume, cobrindo assim os obstáculo.

Aprendemos a ser sábio quando vivenciamos e aprendemos com a felicidade da jornada espiritual, percorrendo os bosques floridos que leva a casinha da Mamãezinha do Amor, cultivando em nosso ser a sensibilidade que aflora o amor divino existente na rosa da alma.

Pois é esta sensibilidade que nos capacitará a sentir, praticar, e ser o próprio sentimento de amor.

Eu sou a favor de incluir nos ensinamentos umbandisticos apontamentos que tragam ao médium uma reflexão que ajude a despertar a sensibilidade humana, que se relaciona com a essência do amor divino, trabalhando mais a psique dos médiuns sobre aspectos mais comportamentais, trazendo um conceito de Umbanda como essência de bons sentimentos, que desperta o homem para a magnitude da natureza de Olorum.

Rezando mais pela humanidade e pela natureza da vida.

Esclarecendo o quanto é importante nos mantermos em harmonia com a natureza, que por sua vez vai nos ajudar a compreender qual o caminho para dizimarmos os nossos desequilíbrios internos.

Que gera doenças no perispírito, que reflete no físico e na mediunidade.

Explicando o que seja e como funciona a lei de atração-afinidade.

Como podemos emitir bons pensamentos para o cosmo, expandindo a nossa aura com a luminosidade de nossos orixás, pois é esta aura que reflete para o universo espiritual o que somos sem o disfarce da falsidade cultivado no físico.

Edificando a mente com a meditação e atos benévolos.

Trabalhando mais o chacra cardíaco, frontal e coronário.

É com este campo energético que aprendemos a despertar e desenvolver a luz do coração.

Este campo não atraí somente os bondosos mentores espirituais, mas acende todos as luzes que nos direciona para a verdadeira senda espiritual.

Acendendo o real incenso celestial.

Acendendo o carvão que queima as ervas que defumam os umbrais de nossa consciência inferior.

Acendendo o Eu divino que atrai egrégoras de luz que conspiram a favor da melhoria em nossas vidas.

Nos trazendo a paz interior, a abertura de caminhos, sabedoria e a expansão da consciência.

Usufruindo assim de uma ligação maior com a natureza descoberta e compreendida.

Nos tornando assim unos com a luz da Mãe Divina que exala o perfume do amor.

Obs: Quero deixar bem claro que estes relatos não estão direcionados a ninguém em específico, eu mesmo posso estar incluso em tais erros, rsrs. Eu simplesmente fiz este texto respondendo à um e-mail, e percebi que estava sendo intuído espiritualmente no momento em que digitava, então resolvi compartilhar para todos.

Um Saravá de amor a todos!

Por Junior, ou melhor, Carlos Junior, rsrs.

Eu prefiro somente Junior, mas como Junior não é nome e existe o Carlos na frente, tenho que respeitá-lo. rsrs

domingo, 18 de maio de 2008

Pensamento Verdade

Quando os pensamentos se elevam atingimos estados de consciência sublimes. Atingimos atmosferas de um mundo com respostas e inspirações divinais. Captamos que nem tudo é o que parece ser, pois o pensamento não tem morada certa. Ás barreiras para o pensamento somos nós que criamos com os nossos atos, impedindo que sejamos unos, corpo e alma, mente e coração, pensamento e sensibilidade. A sua missão é se expandir e deixar que o nosso Eu recupere a sua real essência.

Pensamentos que fluem rumo ao caminho do eterno, ás vezes eles voam tão alto que eu tenho que segurá-lo, para que a força materialista não me expulse de vez desta atual realidade.

O pensamento é como uma vara de pescar, que pode pegar um grande peixe nos rios do amor maior. Salvar um pequeno peixe que não consegue respirar nas águas lodosas dos umbrais de nossa alma, ou simplesmente não pesca nada da vida espiritual, pois há insistência em utilizar a isca incorreta.

Este mundo chamado de realidade para mim é ilusório, já o mundo que habitas em meu coração este sim é verdadeiro.

Quando me vejo envolto de problemas contidos neste mundo ilusório, procuro sempre me refugiar e mergulhar em meu mundo verdadeiro, me banhando com o meu amor próprio. E quando retorno para o mundo real-falsificado, mundo-plasmado copioso que reflete o que somos e o que não somos, eu irradio para todo o conjunto da vida um pouco deste amor contido em minha dimensão verdadeira.

Ás vezes conversando com meus amigos eu percebo que tudo fica tão distante de meus pensamentos, ao mesmo tempo em que me esforço para compreender certas atitudes de nossos irmãos, então percebo que os meus pensamentos não habitam neste mundo, pois rapidamente eles voam para um outro universo diferente do que seja atos desregrados, preocupações, correria, impaciência, aborrecimentos, imoral...

Neste universo o qual os meus pensamentos se elevam eu descubro que este mundo real parece ser um amalgama de egos. Um mundo de individualidades que não existe um sentimento de amor à coletividade.

Ás vezes sinto-me sozinho em meu mundo, pois percebo que a distancia com o mundo real fica cada vez mais longe, então eu percebo que o segredo é tentar aproximar os dois mundos, e levar um pouco da minha matrix amorosa para este mundo de realidades fictícias, pois é neste mundo complicado que aprendemos e evoluímos.

Ás vezes começo a escrever e não sinto mais vontade de parar, pois os meus pensamentos mergulham no portal do meu coração, que mantém contacto o meu Eu superior, terceira visão aberta, enxergo um mundo oculto e sublime em meu interior e na vida real. Uma visão ampla que percebe minuciosamente o que se esconde por trás do véu deste mundo ilusório. Uma visão de mundo verdadeiro que se passa em minha tela mental, uma visão repleta de pensamentos que vão ao encontro de meus Mentores do amor, que habitam em mundo onde uma simples água nos traz a resposta e o consolo para tudo, pois esta representa o amor que flui da fonte do criador.

Bom para finalizar eu não poderia deixar de registrar uma presença espiritual neste momento. Agora são 02:00hs desta segunda feira dia 19/05/2008, e no momento em que comecei a digitar este texto inspirado, uma forte vibração de amor me envolveu, mesmo assim continuei digitando ao tempo que era envolvido por esta vibração maravilhosa, contudo, quando eu acabo de escrever estas palavras, eu percebi que estou acompanhado de um Mentor ou Mentora espiritual, se eu puder definir a aparência deste espírito, eu diria que seria somente luz sem apresentação perispiritual, porém percebo mentalmente que seja uma Preta Velha, esta entidade espiritual quando se aproxima de mim me traz uma forte vibração de amor que percorre todo o corpo. Não preciso nem dizer como fica o meu chacra cardíaco.

Um Sarava de amor a todos.

Por Carlos Junior

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Pensamento Umbandista

Dedicado à um nobre irmão!!!


Ser Umbandista é cultivar os sentimentos bons em seu interior, em sua vida, propagando o amor que une todos os seres. Esquecendo deste sentimento de desigualdade que é a corrente do ego escravo-orgulhoso.

Ser Umbandista é mergulhar em seu coração e descobrir que o amor divino é a carta de alforria para o espírito preso ao ego que se acha melhor e dono da verdade... Pois falar mal de uma ou outra religião não se comprazem com a lei de amor. Dizer que uma é melhor que a outra também não leva a lugar algum, ou seja, ser Umbandista é descobrir que não há distinções entre todos os seres, entre religiões, pois somos todos um, centelhas divinas e filhos de Olorun.


Pois a verdadeira religião habita nas veredas de nossos corações, o templo é a nossa alma, o Congá o nosso coração, e o amor é a nossa oferenda. E quando afloramos a nossa sensibilidade humana descobrimos um mundo florido em nossa alma.

Ser Umbandista é se inspirar em nossa real natureza divina, se religando as cores de nossos orixás.

Ser Umbandista é aprender com a egrégora amorosa, adquirindo a sabedoria que amor nos traz, e o discernimento que eleva a alma, cabendo sempre ao mais esclarecido compreender e amar o mais ignorante.

Ser Umbandista é freqüentar, estudar ou entender as doutrinas de quaisquer cultos religiosos e não julgar nada nem ninguém, pois não somos Xangôs, e não somos melhores que ninguém, simplesmente o esclarecimento nos traz um estado de consciência expandido, nos trazendo uma sintonia melhor com as coisas que realmente importam para o espírito crescer, tirando proveito do que existe de bom em tais crenças. Pois o amor que carregamos por ser Umbandistas esta acima das pedras e das urzes. Se lembrando sempre dás 7 lágrimas de um Preto Velho. Não devemos jamais nos comparar aos irmãos que ainda não despertaram para o que seja religião.

Colocar recadinho no Orkut visando provocar um ou muitos não é papel de um ser espiritualizado e evoluído. Se ao invés de tais atitudes resolvesse dar uma rosa cor de rosa a alguém, e dizer ao mesmo “ Que o meu amor possa lhe envolver meu irmão, e que o amor que habita em ti não possa ser só seu, e que vc possa ofertá-lo para todos aqueles que necessitam”.

Quando carregamos a compaixão em nosso peito trabalhando o chacra cardíaco, escutamos as ofensas e pedradas contra a nossa religião e não nos importamos, pois estamos mergulhados na humildade verdadeira, e nestes instantes devemos fazer uma oração para este irmão que ainda não despertou para o que seja o amor que Cristo, Maria, São Francisco de Assis...nos ensinou. Pois o amor não ataca, o amor envolve, une e abraça.

Quando aprendemos a ser humildes e pacientes com os ignorantes dogmáticos e ortodoxos, que lêem uma penca de livros e se acham doutores, se esquecendo de praticarem o que o Pai nos ensinou, desprezando o que seja sensibilidade de pureza e sabedoria, percebemos que estamos na senda correta. E se ao menos pregassem o que a sua própria doutrina ensina, talvez retornariam a pátria espiritual na condição de espíritos mais melhorados.

Quando despertamos as nossas consciências para as veredas do rio de amor, correnteza que flui rumo ao mar da elevação, não importa se fulano cultua o Santo tal, Bramam, Buda, Pai Joaquim, Shiva, Animal de poder , Krishina, Jesus, Mãe Divina... Nada disso importa, pois o Umbandista enxerga isso como o todo que habita no grande coração universal de amor, e esse amor deve ser vivido em nossos corações, perfumando-o com o lírio da essência verdaderia, acendendo o nosso Eu Divino, inspirando-nos na bondade amorosa de todos esses seres iluminados que labutam na Umbanda.

Por Carlos Junior

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Coração de Criança



Sementinha Divina!

Amparada pelas águas da Cinda.

Sementinha da Alegria!

Noviça que nos traz nostalgia.

Sementinha da compaixão!

Coraçãozinho de paz e amor em ascensão.

Sementinha...Sementinha

Sua sensibilidade foi percebida.

Pétala perfumada colorindo a verdadeira vida.

Ao seu lado o mundo se torna grande.

A sua frente eu vi a luz do grande habitante.

Olhava, sentia e não entendia.

Uma alma criança perguntava e respondia.

Uma criança desconfiada que não se compreendia.

Sementinha que o rio do amor vai levando.

Era difícil acreditar no que eu estava presenciando.

Não era inteligência ou outra forma moldada.

Era essência de amor divino em meu coração derramada.

Sementinha do jardim da nova esperança.

Este sentimento vinha daquela alma criança.

Coraçãozinho que demonstra as suas muitas andanças.

Estava eu diante de um pequeno ser secreto e descoberto.

Uma criança que desperta as consciências.

Mas o que haveria em tal sublime essência?

Quando me sentei a sua frente penetrei em seu mundo florido.

A resposta veio em forma de sorriso.

Entramos em algum tipo de sintonia.

A alma criança irradia sentimentos com alegria.

Somente eu percebia.

Conversava com uma grande alma.

A luz de meu coração a reverenciava.

A serenidade e o amor na criança apresentada.

Veio do manto da Divina Mãe Oxum.

Sementinha prometida e assistida.

Uma pequenina estrela que brilha aos olhos do coração.

Vitória de amor!

Vitória que nos traz a renovação.

A certeza de uma atmosfera de amor.

Pétalas que balsamizam a inspiração da pura infância.

Reconheci e poderia ter omitido.

Diante do seu brilho o meu coração com luz foi preenchido.

Penetrei pelas cascatas de seu coração,

A minha sensibilidade havia capitado algo que transcende.

E me deparei com um paraíso transparente.

Entrei em seu mundo de sonhos reais.

Vitória entrou em meu mundo de viagens ancestrais.

O meu chacra cardíaco confirmou o que eu pressentia.

A inspiração de uma vida iluminada ali existia.

Ó Divina Mãe graciosa.

O meu peito estava envolto de uma vibração maravilhosa.

Raios de luz brincavam como crianças.

Sim!

Era a Vitória de alegria.

Que formosa transferência de energia.

A sintonia revelou o amparo espiritual que a criança recebia.

Um pequenino ser.

Difícil me conter.

Tive que escrever.

Eu não queria ir embora,

Mas estava na hora.

Uma grande alma com vestimenta de criança.

A luz que Olorum prometeu.

Diante de mim aquela alma iluminada me percebeu.

O grau de sintonia era sublime,

Oxum...Oxum

Naquele instante percebo que não era uma criança comum.

Era uma centelha de amor que irradiava as cores da vida espiritual.

O seu dia vai chegar.

Somente uma sensibilidade para enxergar.

O sorriso daquela criança é capaz de desfazer as dores.

È capaz de afastar as forças inferiores.

È capaz de socorrer e converter com amor os irmãos em sofrimento.

Essa luz transcende e alcança os umbrais de nossas consciências.

O brilho de seus olhos ilumina um ambiente inteiro.

Uma alma que encontrou em mim uma afinidade vibratória.

Uma alma que confessou o desejo de aflorar.

Uma criança que já nasceu com o Eu Divino conectado a essência do amor Divino.

Demonstrando que muito ainda tem a nos ensinar.


Dedico a uma pequenina sementinha de 12 anos de idade chamada Vitória, que conheci na feijoada beneficente do CUCA. Uma criança que de alguma forma envolveu o meu chacra cardíaco com uma forte vibração de amor.

Que a Divina Mamãezinha do amor possa lhe envolver com a sua doçura.

Junto com este texto lhe ofereço uma rosa cor de rosa.


Beijinhos meu anjinho de Aruanda

Por Carlos Junior