domingo, 6 de julho de 2008

Mariazinha do Amor

Pudesse o mundo compreender o pequeno.

A semente que a alma escondeu.

O filho do grande que também é pequeno.

Pudesse o mundo encontrar à natureza menor.

A filha do grande espírito que também é pequeno.

Pudesse o mundo experimentar o pedacinho da doce alegria.

Contido no bolo colorido que enfeita o coração pequeno.

Pudesse o mundo encontrar a divindade criança em seu Eu.

A centelha da pureza que expande o seu verdadeiro pequeno.

Pudesse o mundo chorar e rir sentindo o quanto ainda somos pequenos.

Nesta ciranda do amor só entra quem descobriu o brilho de sua criança.

Pudesse o mundo recordar com amor do “tio” querido da infância.

Do vovô e da vovó que contavam histórias para a nossa consciência criança.

Das balas de felicidade que abrem as portas para o céu estrelado.

Pudesse o mundo sentar na beira de um lindo lago e observar o perfeito.

E imaginar você pequeno brincando com seus amigos.

Vendo o barquinho de papel pequeno seguindo para o meio.

Caminho inspirado pelo amor do Siddharta.

Pudesse o mundo ter uma visão espiritual,

Para ver o que há no interior orun de crianças,

Estrelas luminosas e dançarinas que à noite descem sobre nós pequenos.

Pudesse o mundo encontrar a paz.

Consciência divina encontrada em sua criança divina.

Pudesse o mundo se matricular no jardim de infância do Eu Cristico.

Onde se descobre que o amor universal habita no pequeno.

Pudesse o mundo brincar com os órfãos, filhos, filhas, sobrinhos...

Despertando a sensibilidade que a criança interior divina inspira.

Pudesse o mundo elevar os pensamentos na dimensão da pura inocência.

E nos conectarmos com a nossa criança abandonada.

Somos realmente felizes quando nos ligamos à este pequeno interior.

A criança divina que ativa a alegria de espírito.

Façamos como a Mãe Divina!

A Oxum que acompanha a fertilidade celestial das almas pequenas.

A Oxum que segura e envolve com amor o nascimento e renascimento do novo ser.

A Cinda que acolhe os pequenos com muito amor neste balé da doçura.

Pudesse o mundo resgatar e socorrer a sua criança enquanto há tempo.

Seja a criança ferida, sofrida ou esquecida,

Pois no fundo toda criança possui a essência feliz.

A nossa criança nunca esta sozinha,

E chora em nosso coração quando é deixada sozinha.

Pois toda criança da alma possui uma Mamãezinha do amor.

A Oxum habitada no coração de cada pequeno.

A Senhora da ternura que jorra o orvalho do amor no filho pequeno.

Despertando a centelha pequena em cada ser pequeno.

Pudesse o mundo refletir sobre as coisas da pequena.

Para ser grande é preciso ser a pequena.

Pois a pequena faz parte do todo.

Esse todo é o grande espírito criador do nosso universo pequeno.

Pudesse o mundo ver a ternura e a doçura em tudo.

Viagem encontrada quando mergulhamos no rio do coração pequeno.

Às vezes fico a pensar sobre o balé da pura doçura.

A minha criança interior divina é quem me inspira neste momento.

E no silêncio de meu mundo incompreendido e alegre,

Vejo a Mariazinha do amor rodar a minha frente.

A cada giro flores luminosas e diferentes batem na morada de meus sentimentos,

Casa flor...Casa rosa...Cada brilho no olhar,

Representa um sentimento maior que anseia o coração pequeno.

Mariazinha do amor brinca de amar,

A pequena servidora da felicidade faz crescer o meu Eu pequeno.

Pudesse o mundo conhecer a sua Mariazinha do amor.

Luzes coloridas contidas no infantil e terapêutico balé da doçura,

Força que traz a cura para as nossas infelicidades.

A verdadeira cura dos males que atormentam a humanidade.

Purificação das águas que cobrem o nosso coração pequeno.

Um simples toque com amor pequeno,

Um olhar meigo reverenciado pela Mamãezinha do amor,

Uma simples palavra desta pequena,

Penetra em nossa consciência imperfeita e arranca o sentimento pequeno.

Aquele que há muito esperava crescer sim.

Mas com o coração envolto do prazer de ser a puridade do pequeno.

Pois quando realmente nos tornamos grandes,

Descobrimos que na verdade nos tornamos pequenos.

Pois a felicidade faz morada lá.

A fonte da felicidade habita em nossa consciência criança divina.

Uma Mariazinha que a todo instante em nosso interior pede:

“Me dá um doce tio?”

Para socorrer o seu Eu criança que nunca morre,

Uma Mariazinha que esta ai em seu coração para lhe salvar.

Ofereço a ti Mariazinha uma rosa cor de rosa como fruto de meu amor pela luz do amor da criança universal.

Salve toda Ibejada.

Por Carlos Junior

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