Imagino um Avatar dentro de cada ser.
Somente uma sensibilidade pode perceber.
Imaginar e desvendar o que há em nós.
A cosmogonia de estudo pessoal.
Fechei os olhos e meditei.
Na escuridão a mente se expandiu.
Andava pelas montanhas do meu eu superior.
A minha visão fez o sol brilhar.
Para a senda particular iluminar.
As trilhas anunciavam presenças não convidativas.
Nessas horas vibro nas águas da Oxum.
Pois o amor converte qualquer um.
O sopro do coração despertou.
A mente aberta influenciou.
Meus pés sujos pelo barro do meu eu inferior.
A minha Aura magenta.
Pisava na grama da alma sedenta.
A consciência se voltou para o meu intimo.
Bairro escondido dentro de minha essência.
Sozinho se descobre que não é aparência.
Podemos encontrar o real sentido.
A verdadeira realidade do atman.
Aprender com nós mesmos.
Pois todos somos capazes.
De encontrar o Padme brilhante no eu.
Quando nos conhecemos,
Mergulhamos em nosso mundo particular.
Onde habita a origem do sofrimento.
O sinal do crescimento.
O reflexo é o que somos.
Pois vem de lá.
É preciso seguir e conhecer.
Alcançar todas as casas de nosso eu.
Bater em cada porta de nossas imperfeições.
Encarar e transmutar os erros em perfeições.
O ciclo da samsara é constante.
Ás vezes emocionante e marcante.
Tropeços...Derrotas...Desilusões
Na maioria feridas não cicatrizantes.
Sentimentos diversos existentes.
O poder da cura esta na mente.
Para cada habitante negativo eu converso.
Com sentimento em forma de verso.
O amor próprio me ajuda com o dharma.
Os moradores vão se convertendo com a calma.
Alguns insistem em permaneceram agarrados na dor.
Ananda reinará no coração com amor.
Todas as casas de nosso eu serão reformadas.
Existirá uma cidade de luz edificada.
Dessa forma a reforma acontece.
Sem negligência e o disfarce da prece.
O problema não é de Zambi.
É somente meu.
Depende da melhora do eu.
Zambi olha pelos filhos seus.
Pelo encerramento do samsara.
Oh Grande Pai!
Oh Divina Mãe!
Essa força maior a todos ampara.
Agora planto o jardim em minha alma.
Para colher as flores da Oxum.
Essa força que inspira a transformação do eu.
Que pulsa luz rosa.
A qual eu ofereço aos necessitados.
Irmãos desamparados.
Sofridos encarnados e desencarnados.
Luz....Luz....Luz....
De todas as cores da natureza.
Com sua força e grandeza.
Transcenderemos rumo aos lírios da beleza.
Por Carlos Junior
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