terça-feira, 31 de março de 2009

Elementais



Ao realizar um estudo sobre o livro “A Magia Divina dos Elementais” escrito por Rubens Saraceni, resolvi esmiuçar algumas passagens que exprimem certas dúvidas.


Primeiramente fica bem claro que Saraceni adora utilizar o termo “Magia”, citando Magia Divina, Magia Elementar e Magiar Elemental, criando assim termos seminovos. A meu ver não há problema algum, simplesmente esta é a sua linha de raciocínio que não contradiz a verdade relativa.


Em outras obras, os ensinamentos sobre o assunto revelam que os seres elementais podem ser utilizados tanto para o bem quanto para o mal. São dedicados servidores, e atendem solícitos ao chamado de operadores experientes e medianeiros capazes, com a finalidade de realizar tarefas as quais foram recrutados.


Tem esse nome porque são espíritos da natureza que estão ligados aos elementos básicos: terra, água, ar e fogo. E neles habitam, sua evolução é totalmente independente da humana, não tiveram vida encarnatória, eles estão ligados à natureza, e não conseguem se ligar aos humanos porque suas emanações são avessas às emanações humanas, e em casos excepcionais podem se aproximar para ajudar os seres encarnados, normalmente são guiados e conduzidos pelos mentores espirituais responsáveis pela região ou elemento a qual pertencem os elementais.


Podem ser invocados tanto para o mal quanto para o bem.


Os Pretos Velhos e Caboclos trabalham bastantes com a magia dos elementais, invocando-os para diversas finalidades, normalmente para limpeza, refazimento espiritual e equilíbrio emocional. Por isso devem-se tomar cuidados com as solicitações menos dignas a serviços de interesses pessoais, pois qualquer ação contrária às leis divinas e erros praticados por estes seres dedicados e inocentes, ocasionará inevitavelmente prejuízo para quem os conduziu às realizações de seus objetivos, lei de causa e efeito, ação e reação.



Deve se evitar que estes seres se escravizem aos caprichos e interesses pessoais, sendo invocados para o sérvio do amor em benefício à humanidade, com isso estaremos ajudando no aceleramento de seu processo evolutivo, todavia, se por acaso cometermos os erros citados iremos atrapalhar o seu desenvolvimento.


Os elementais não têm conhecimento do bem ou do mal, cumprem suas funções e obedecem a ordens. Não são conselheiros, pois não são essas as suas tarefas. Ajudam dando informações dos próprios elementos, por ex: "Esta planta está morrendo”, “Este cristal está sujo", "O ar está poluído", "O mar está perigoso”, etc... Os elementais são como crianças inocentes, eles não têm conhecimento do que seja a boa e má ação, cumprem suas tarefas e obedecem às ordens, seu “raciocínio” é voltado para atuar e dar informações sobre os elementos diversos que compõem a natureza que está ligada diretamente aos processos fenomenológicos da mesma.


Normalmente são invocados por ordens espirituais superiores, entretanto, há casos em que entidades trevosas que podemos chamar de mago negro ou feiticeiro negro de extrema inteligência, conseguem escravizar os elementais para o cumprimento de missões malévolas.


No entanto, Saraceni vai de encontro à maioria das obras quando diz que os seres elementais são trabalhados somente na magia elemental pura, e que a mesma não pode ser convocada para o mal porque só tem funções benéficas. Informando que não há como serem convocados para tarefas de cunho inferior. Ou seja, ele diz que somente os seres elementares é que podem ser invocados tanto para o bem quanto para o mal, ou seja, para Saraceni os seres elementares seriam uma espécie de “elementais inferiores”, criando termos e contrariando outras obras.


Contudo verificamos sincronicidades entre as idéias apresentadas por Saraceni e o livro dos espíritos, pois é citado na doutrina dos espíritos que existe uma escala evolutiva entre os elementais:

LE 538: “Esses espíritos pertencem às ordens superiores ou inferiores da hierarquia espírita?”

R: Segundo o seu papel for mais ou menos material ou inteligente: uns mandam, outros executam. Os que executam as ações materiais são sempre de uma ordem inferior, entre os espíritos como entre os homens.


Demonstrando que existem realmente categorias superiores e inferiores de elementais, porém não foram citadas nomenclaturas que subdividem os elementais.


Depois o próprio Saraceni tenta se aproximar um pouco do contexto verdadeiro, quando diz que existem diversos níveis evolutivos de seres elementais que são divididos em níveis, os mais evolutivos se assemelham a anjos e arcanjos. Neste ponto achei viagem demais. Mas achei interessante quando disse que ocorre uma espécie de aprendizado mútuo, ou seja, os elementais de um nível cinco, por exemplo, quando aprendem alguma coisa, todos que se encontram naquele nível irão compartilhar e se beneficiar com tais aprendizados.

Já entre os encarnados é cada um por si e Deus para todos, risos;


Saraceni não fala sobre os elementais artificiais, que para mim é de suma importância, tendo em vista a predominância em obsessões complexas. Elementais artificiais são criações mentais de encarnados e desencarnados, são criados consciente e inconscientemente, tanto para o bem quanto para o mal, este é elaborado pela magia negra quando manipulados por mentes habilidosas. Fazem praticamente tudo que os induzem, e muitas dás vezes são confundidos com entidades reais, pois se assemelham aos humanóides, verdadeiros clones. E atuam nas faculdades psíquicas dás vítimas encarnadas, assumindo perante estes o papel de suposto mentor, na verdade o clone esta sendo conduzido a distancia por um magnetizador oculto. Com tal requinte são manipulados em processo obsessivos complexos, e quando encontra material ectoplasmaticos adequados, se fazem perfeitamente visíveis às percepções medianímicas de um encarnado, proporcionando-lhe uma ilusão de materialização. As vítimas supostamente envolvidas por um processo de fascinação o vêem como um elevado mentor espiritual. É o mesmo que pensamento elemental, onde vemos a influência do espírito encarnado ou desencarnado sobre essência elemental astral. Ou seja, esta essência é muito sensível e plástica, e é capaz de ser modelada por meio de impulsos de pensamento por meio de espíritos encarnados e desencarnados. Criando assim formas de pensamento no Astral. Por exemplo, se você ficar mentalizando firmemente alguma coisa, como casa, carro. Você plasma estas imagens no Astral. É assim que acontecem com as entidades artificiais, quando são criadas no Astral, formas mentais idênticas a um espírito.


Ás vezes em desdobramento no plano extrafísico se confunde um espírito e outros seres, imaginamos e pensamos que são reais, mas na verdade trata-se de tais seres artificiais. Em regiões umbralinas é comum se deparar com formas monstruosas, que nada mais são que formas de pensamentos plasmadas no local.


As formas de pensamentos podem ser criadas independentes da vontade de cada um. Certo dia eu estava no CUCA quando assisti um consulente sendo atendido por um Guia, para resumir, a consulente “A” “incorporou” um espírito sofredor, aos olhos físicos de qualquer um viria que ela estava incorporada, todavia, a mesma não estava com espírito algum, simplesmente esta consulente carregava no plano extrafísico formas de pensamentos que ganharam aparência de um ser artificial. Informações estas passadas para mim pelo próprio Guia espiritual, que me narrou o feito se utilizando de outras palavras que traduzindo significa o exposto.


Tais pensamentos emitidos fluem para plano extrafísico, ativando egrégoras negativas ligadas às formas artificiais de pensamentos negativos e inferiores. Estando o ser encarnado em desequilíbrio com seus pensamentos desajustados, devidos a dores, fraquezas não suportadas, sofrimentos emocionais e sentimentos de culpa. A pessoa descompensada atrai para si tais formas, que ao atingirem o campo mental da pessoa ativa à sua consciência anímica, e aos nossos olhos parece que estão incorporados com espíritos sofredores, obsessores e trevosos.


Ás vezes tal fenômeno entra em ressonância com vibrações e carmas do passado, atraindo bolsões de espíritos afins ao terreiro para serem doutrinados e encaminhados, muitas dás vezes tal processo desobsessivo ocorre somente na esfera extrafísica, sendo visto somente por um clarividente. Ocorrência muito comum para quem trabalha com técnicas apométricas.


Saraceni tenta dar uma outra abordagem a magia elementar, diz que esta é dual ou bipolar, ou seja, que pode ser usada para fins benéficos ou maléficos, até ai tudo bem, no entanto, só se refere às formas de vida elementar como as existentes no plano físico, tais como: “animais roedores, carniceiros, predadores, bactérias oxigenadoras, nitrificados, decompositoras, etc...”. E fala sobre os seres naturais duais ligados a magia elementar, deixando de lado os conceitos citados acima.


Saraceni coloca que a magia elemental só pode ser acessada para o bem, e somente são ativadas pelas divindades e os seres divinos, que reconhecem o merecimento de seus evocadores e invocadores, que são os Magos dos elementos. A ativação feita pelas divindades elementais é secreta e sigilosa.


Curiosidades:

O prezado confrade Dívaldo Pereira Franco, em entrevista concedida à "Revista Espírita Allan Kardec", ano V - agosto a outubro/92, esclarece que a grande maioria dos elementais não evoluídos, que ainda não tiveram reencarnações na Terra apresentam-se, não raro, com formas especiais, de pequena dimensão, o que deu origem aos diversos nomes nas sociedades mitológicas do passado. Divaldo refere ainda que, pessoalmente, por experiências mediúnicas, acredita que alguns vivem períodos intermediários entre as formas primitivas e as hominais, preparando-se para futuras reencarnações humanas.


Nessa mesma revista encontra-se narrado interessante caso ocorrido com Chico Xavier. Diz o artigo que Chico foi procurado por um casal de fazendeiros que, aflitos, buscavam socorro para espantar as cobras que infestavam suas terras. Chico recomendou a eles que levassem à fazenda um benzedor, que naturalmente é um médium de efeitos materializantes. Quando ele fizer suas orações, recomendou Chico, os espíritos que cuidam da Natureza utilizarão esses fluidos, tocando as cobras dali para uma região de menos perigo. Quanto a mim, completou Chico, minha tarefa é com os livros.


Paracelso era o pseudônimo de Theophrastus Bombastus, químico e médico nascido na Suiça em 1493.

Desencarnou em 1541.

Criou a denominação classificatória dos elementais:

· Elementais da TERRA: GNOMOS

· Elementais da ÁGUA: ONDINAS

· Elementais do AR: SILFOS / SÍLFIDES

· Elementais do FOGO: SALAMANDRAS

E da Índia, China e Egito, complementam a lista com:

· Elementais da TERRA: DUENDES

· Elementais da ÁGUA: SEREIAS

· Elementais do AR: FADAS / HAMADRÍADES


Por exemplo, no antigo Egito as divindades elementais, isto é, os deuses que representavam os poderes da natureza, fundiram-se em Osíris. Durante toda a história do Egito, Rá e Osíris rivalizariam entre si pela supremacia. Isto, de um ponto de vista político-cultural, pois, na verdade, os dois representavam faces diferentes de um mesmo princípio.


Os Celtas acreditavam na figura suprema da Deusa-Mãe e em divindades elementais (do ar, da água, do fogo e da terra), que são uma extensão da Deusa-Mãe (assim como no hinduísmo, onde Brahma, Vishnu e Shiva são manifestações do Deus único Brahman). Assim, os Celtas tinham uma relação especial com as árvores, como era o caso do carvalho (ligada à sabedoria e aos druidas), o freixo (ligado à proteção), o salgueiro (ligado às divindades da água), etc. Quando os Druidas (espécie de Pajé ou Xamã) morriam, seus corpos eram colocados dentro das árvores com as quais tinham alguma ligação.

Fontes de pesquisas: A Magia Divina dos Elementos, Consciência, Aruanda, Livro dos Espíritos e Umbanda essa desconhecida.


Por Carlos Junior


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A Justiça


A cada sonho que pisei nas rotineiras experiências,

Encontro agora este trajeto celestino que me conduz,

As questões de nossa consciência superior humanizada,

A qual se liga ás vibrações cósmicas da Mãe Divina,

Uma chuva de lótus atraída para os corações despertos,

Que buscam a harmonia com a justiça consciencial.


A cada sonho que pisei pensei,

Pela minha pessoa escrita no livro da justiça,

Encontro-me agora com esses passos errados que levam,

As densidades invocadas pela consciência inferior,

Apegada a essa justiça rogada e não praticada.

Uma força que avassala a existência contínua,

Que prega a injustiça no cotidiano dos prazeres viciosos.

Se pudesse, explicaria os desequilíbrios,

Que atraem seus semelhantes para essa doença...

Que bloqueia a mente psíquica suja que clama por socorro.

Fui matriculado nesta Universidade da alma,

E aprendi a ver e sentir a justiça do amor.

Tento explicar o que acredito que sei.

Enquanto escrevo faço de conta que sei.

Penso em cada ato da vida e subestimo

O que esta fora do conceito real do espírito.

Prorrogo a não aceitação de um amor,

Que tenta compreender o ser humano.

Peculiaridades que não busquei encontrar,

Mas desconhecia o que estava sendo cultivado

Em um horizonte que incentiva a pureza.

Neste amor sou um oráculo inspirado...

Que um dia resolveu relatar o que há no sentimento,

Escrevendo a minha estrada em uma folha de papel.


Tive que aceitar o amor,

Sem saber o que era,

Tive que aceitar o que sou,

Querendo entender as perguntas,

Tive que entender a justiça do amor,

Sabedor das respostas,

Tive que sentir como aluno a sabedoria deste rio,

Tive que ser quem eu sempre quis ser,

Tive que experimentar quem eu nunca quis ser,

E nunca serei novamente a inverdade,

Pois agora vivo banhado neste rio amoroso e justo.


Se esta é a justiça que ensina ao todo,

Caberia a minha mônada imperfeita,

Desatar o nó da consciência justa e amarrada.

E ao descer a ladeira de um ego chamado coitadinho,

Circundei a reunião de incrédulos pensamentos...

Involutos que regrediram ao nada.

Desagregações justas e cabíveis ao povo merecedor.

Profusão vinda da família impura denominada humanidade.


Faço parte desta ilusão dos mundos habitados,

A minha matrix pura,

Dentro do mundo chamado professor,

Sou integrante deste sistema criativo e transitório,

O meu papel hoje consigo saber,

Quando criança eu já sabia o que não entendia,

Havia em mim os sinais de minha salvação,

Sempre foi assim,

E assim cresci aprendendo com a afetividade...

De um espírito que perguntava a si mesmo...

Sobre o sentir de algo mais puro.

A sensibilidade diferente vivida em meu interior alerto,

Sentia o que não sabia explicar.

Alguém poderia me entender?Por favor?

Assim supliquei sem precisar falar.

Assim fui guiado pelo meu Eu clarividente,

Que enxergou a justiça das coisas...

Nas pequenas andanças e tropeços elucidativos.

Ainda não divisados pelos chamados injustos,

Os cegos que ainda não sabem que são,

Ou finge não saberem.

Os malandros que acham que são,

Vítimas inocentes de seus atos bisonhos,

Se soubessem o que é malandragem de verdade!


Vou arriscar,

Vive nos perigos,

Pelas Cidades,

Pelas favelas,

Pelas ruas,

Pelos bares,

No Catimbó da Jurema o Mestre riscou sua passagem,

Seja lá o malandro de todas as culturas,

Seja na malandragem da Lapa,

Girando no samba de roda da mulata,

Ele percorreu e viveu no meio...

De gente bamba.

Um amor por uma menina flor hoje ele canta,

Menina morena!

Errou o meu amor e me encanta,

Hoje Junior é o malandro da justiça,

Aprendi com Zé Pilintra,

Seja dentro de uma viatura...

Ou afastando as nossas criaturas,

O menino adulto Junior agora entendia,

Mestre da vida!

Sua roupa branca é motivo de alegria,

Mestre espiritual,

O agente da simpatia,

Chega no sapatinho romântico da terapia.

Mestre Zé da malandragem,

Venceu a sacanagem,

Mestre Zé do Morro,

Hoje atende a quem pede socorro,

Mestre Zé dos Ricos,

Mestre Zé dos Pobres,

Mestre Zé de qualquer lugar,

Na ginga desfila a sua vinda,

Mestre Zé Pilintra,

Com seu chapéu...

Ensina a malandragem do amor.

Sinônimo da injustiça de um preconceito...

Que ainda não cessou.


A malandragem de verdade é vivida quando

Sabemos vencer nossos próprios vícios,

Nossos próprios tormentos,

As nossas vicissitudes...

Com a justiça do amor,

Com a justiça da compaixão,

Com a justiça da ternura para com a vida.

Amando a todos como a uma fiel companheira,

A mulher de verdade,

Sem oferecer uma rosa como desculpa,

E sim pelo amor a justiça que aproxima e depura.

E como tudo na vida,

Tome sempre cuidado

Com o balanço da canoa.

Isso sim é justiça!


Malandragem é poder acordar e estar ao lado

De quem se ama de verdade.

Isso sim é Justiça!

.

Malandragem é saber amar sem precisar ser amado.

Isso sim é justiça!


Malandragem é procurar fazer a justiça do amor...

Agir com o coração sem precisar julgar nada e ninguém,

E assim, deixar o amor nos possuir,

Conforme o ritmo da dança a qual fomos convidados.

Isso sim é justiça!


A felicidade não compartilhada se torna uma mentira.

À medida que penso vou admirando...

As partículas dos átomos de amor...

Que se unem ao pensamento.

E vejo a idéia positiva...

Evoluir rumo às criações que podem...

Contribuir com a melhora de uma civilização inteira.

Isso sim é justiça!


O homem prefere colecionar mulheres...

E alimentar a cede conquistada em uma vida de erros.

Cadê a justiça do amor?


Ás vezes sem sentir nada...

Os homens e a mulheres ficam...

Com alguém só para não ficarem sozinhos.

Cadê a justiça do amor?

Os homens e as mulheres criam...

A sua própria novela de pecados e traições...

Proibida para nossa evolução.

Cadê a justiça do amor?

Os homens e as mulheres...

Tornam-se vampiros do sexo.

Sugam a energia sexual de várias pessoas,

E pensam que são felizes vivendo desta forma.

Não se contentam com o amor verdadeiro...

Praticado com somente uma companheiro (a),

E não param por ai,

Começam a vampirizar tudo que...

Encontram pelo caminho,

Sugam o bem estar do próximo,

À vontade,

A paciência,

O tesão,

A paixão,

A liberdade,

O respeito,

O amor.

Sugam toda a energia...

De sua parceira (o) ainda esperançosa (o) pela sua melhora,

E por último, o relacionamento amoroso termina,

Por falta desta energia sugada, que já foi perdida.

Cadê a justiça do amor?


Os homens e as mulheres...

Gostam de experimentar uns aos outros,

Sem saberem o sabor que tem...

O seu próprio coração imaturo.

Cadê a justiça do amor?


As pessoas gostam de serem...

Guiadas pelas outras, por acharem...

Mais fácil a usarem como muleta.

Cadê a justiça do amor?


As pessoas gostam de fofocar para...

Falarem mal de algo ou alguém.

Cadê a justiça do amor?


A cada sonho que pisei, penso em amar alguém de verdade,

Não encontro em meus registros algo completamente igual.

Vejo uma terra ajustada aos seus adeptos...

Cegos e enovelados pela falsa justiça...

Criada pelo repetido conceito que regrediu ao nada.

No decorrer das experiências...

Descobrimos que provocamos muitas...

Injustiças em nossa própria consciência.

Fomos movidos pelas certezas e inconseqüências,

Inspiradas pelo grosseiro instinto animal...

De um homem que regrediu, a essa acepção do nada,

Não sabedor que excitação errada,

É prazer momentâneo.

E que pode desintegrar os nobres valores de uma alma,

Espalhando este veneno sombrio por todos os cantos.

Budha dizia que, a má companhia pode obscurecer...

Todos os valores que a alma influenciável possui,

E que ninguém jamais conseguirá arrancar...

A nobreza que lutamos por conquistar.

Acredito que fala do mérito alcançado...

Pela vigilância enxergada, na justiça do amor.

Isso sim é justiça!

Essa é a malandragem de verdade,

Malandragem é amar uma flor sem querer saber

Se ela tem algum espinho,

Algum perfume,

Alguma cor,

Alguma qualidade,

Alguma vida.

Procurando primeiramente amar a terra,

Que acolheu a criação da serena ternura,

Amando a natureza que alimenta o seu amor,

Antes mesmo de se apaixonar pelas...

Pétalas que ainda irão nascer.

Antes mesmo de se perguntar...

Se eu fiz por merecer.

Antes mesmos de saber...

Se o seu jardim é o mais perfeito.

Adube o seu chão com amor,

E deixa a própria flor dizer.

Procurando primeiramente amar a raiz...

Que esconde os seus ancestrais.

E quem sabe, encontrar você mesmo,

Neste silêncio que é o coração da mais bela flor.

Escutando com os sentimentos, o amor,

Que é capaz de exalar uma flor menina.

Deixando a poesia da essência flor...

Percorrer o que um dia ela encontrou.

Isso sim é justiça!


Os falsos malandros são boêmios da ignorância.

São espíritos desacomodados que vivem...

Na justiça de seu ego atrapalhado.

E alimentam-se da falsa justiça...

Moradora da escuridão de sua rua sem saída.

Preferências à parte, que justificam o seu estado consciencial.


A cada sonho que pisei, lembrei dás...

Numerosas injustiças em nossos atos.

Encontro de tudo neste período de seca do espírito.

O homem aceita a vida como ela não é,

E parece querer aceitar o que vida não é.

Dentro de um karma,

Criamos outro karma.

Dentro da vida,

Criamos uma nova vida,

Um novo estado de consciência infernal,

Se assim preferir plantar.

Ou um mundo melhor,

Assim prefiro acreditar.

Uma particular filosofia de amor à justiça...

Ensinada pela própria natureza que governa a vida.

Sendo assim,

Busco aceitar o que procuro,

Tentando compreender a própria mente da coletividade.

Sendo assim,

Busco participar desta justiça autêntica do ser,

Abrindo a porta do coração, onde a sorrateira...

Injustiça insiste em se esconder.

Sendo assim,

Perscruto a balança da história.

A terceira visão na cena da justiça já narrada.

Tudo se passa diante dos nossos olhos enovelados.

Um passado percorrido há muito,

Em todas as instâncias.

Desde as antigas civilizações,

Que souberam sobre o divino,

E suas leis que regem o universo,

Até a sociedade atual que se afunda,

Com a falta da ação a justiça do amor.

No passado a raça evoluída abusou da justiça...

E decaíram ao pântano da ignorância.

Verdadeiro aprendizado ao qual se conscientizaram,

Hoje vivenciam o Samsara moderno.

Viajando pelas vidas sucessivas...

Correndo atrás de seus acertos.

Os que já acordaram deste pesadelo...

No presente semeiam a justiça do amor.

Os que ainda dormem no lodo de seu umbral,

Sentem na alma, uma forte dor,

Fruto da justiça do amor,

Não conseguem enxergar a cura,

Receituário divino,

Encontrado na pratica a justiça do amor.


A cada sonho que pisei, vejo as imagens do passado.

Encontro à história revelando a verdade propícia.

Um amor que parece ter sido rebaixado...

E contaminado pela raça humana.

Sempre se falou da justiça,

Na Grécia trazida pela Deusa Thémis,

Pela sua filha Diké.

Nos conflitos da política africana do reino de Oyo,

Atual Nigéria.

Invejas... Poderes... Ambições

Que tombaram um reino materialista,

Movido por guerras e conquistas eloqüentes,

Novamente o abuso da justiça divina.

Sobrevivendo à força do povo africano,

Que sofreram e lutaram pelas injustiças impostas,

Um povo que buscava as forças das pedreiras,

No culto aos Orixás da natureza.

No fogo que riscava o céu da Mãe África antiga.

No culto aos seus ancestrais divinizados.

Subsistindo sempre a sabedoria da justiça espiritual,

Vinda das verdades inspiradas pela força da justiça maior.

Difundida pelos nobres Sacerdotes de Xangô.


A guerra por um trono que destruiu...

O reino de Oyo.

A justiça pregada pelos tronos do Alafim...

Hoje lembra o que achamos melhor não resolver.

Pois denota a falta de amor a justiça das coisas.

A falta de coragem para enfrentar...

Os nossos conflitos pessoais.

Uma verdade que corrói os espíritos pedintes.

Hoje a nossa energia mal conduzia pela nossa...

Falsa justiça obscurece o coração.

Tombando uma reencarnação inteira,

Planejada pela justiça do amor.


A cada sonho que pisei, segurei o machado enviado.

A injustiça desgovernada batendo na pedra firme.

A força do axé envolvendo o oxé de Xangô.

A oração atendida pelos Sacerdotes da justiça.

A descida do trovão Xangô.

Oba ko so! "O rei não se enforcou”

A justiça não acabou!

Uma justiça que ensina a sabedoria da mudança interior.


Acho que chegou à hora de buscarmos...

E encontrarmos essa justiça.

Acho que tenho que parar de pensar neste tema.

São muitas idéias que surgem na mente...

E estou cansado de escrever.

Então vou pensar em algo para fechar...

O estudo sobre a justiça,

Enquanto isto vou escrevendo mais um pouco.


Não sou entendedor de coisa alguma,

Não sou contador de histórias,

Sem sentido no mundo real,

Dentro deste universo irreal,

Criado pelos habitantes do planeta azul,

Não sou um poeta sonhador ilusionista.

Acredito que,

Sou eu mesmo, de verdade!

Ainda sou aquela criança,

Que queria saber o que sentia,

Ainda sou o Eu, que busca...

Entender a epopéia de amor que participo,

E faço meus sonhos...

Se tornarem algo proveitoso...

Não só para mim,

Mas ao conjunto que me cerca.

Caso contrário, não haveria sentido no que sou,

No que me tornei,

No que julguei ser a justiça.

Tive mesmo que fazer muitas coisas,

E ainda não desisti de fazer muitas coisas.

Tive que amar o amor,

Uma justiça que não obriga,

Mas mostra o caminho para o amor,

Continuarei pisando com delicadeza,

Por entre meus sonhos, que refletem...

Os episódios que um dia encontrei em mim.


Por Carlos Junior