quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Menino Jesus


Se o que vejo parece ser o que é

Então o que é eu procuro entender.

Se alguém vai entender os meus versos?

Sinceramente,

Eu mesmo busco me compreender.

Pois quando penso que sei nada sei.


Ouça Menino!

Não sou eu o culpado

Pela plantinha secar assim,

Pois neste palco da matéria

Acontece o romance que há em mim.

Uma história de erros e acertos,

Sou um ator nesta

Peça teatral sem fim.

Encenando o espetáculo da reforma intima,

Baseado em fatos reais

Revelado pelo Menino das estrelas celestiais.

E quando na platéia,

Eu assisto querendo enxergar

Ouço com vontade de assimilar

Participo sem precisar participar.


Ouça Menino!

Sou um pequeno aprendiz

Neste romance da vida

Que terá um final feliz.


Ouça Menino!

E não tento ser quem não sou,

Pois assim eu não sou,

Sou quem eu tento ser,

O “Eu” mesmo!

Ser assim?

Mas ser assim como?

Diferente + Igual?

Também não sei,

Sou igual a todo mundo,

Sou igual à serena gotinha dágua

Que um dia escorreu de seus olhos

E abraçou a tristeza e a alegria.


Ouça Menino!

Ela é linda,

A filha da Senhora Cinda.

Admirei os seus pés descalços

Que me paqueravam sem saber de mim,

Era a menina flor da ida e vinda.

Dei margens e afaguei alegria contida.

Os sentimentos alheios figuram

Na morada de meu coração.

Entre e fique a vontade.


Ouça Menino!

Impossível não lembrar do amor

Que você Oxalá Menino abençoou,

Então procuro o vento

Que sopra rumo ao verdadeiro

Terreiro de um amor que ganhou.

Escrevendo as coisas do coração.

Palavras ao ar do alivio,

Procurando o arco-íris em seu vazio,

Ah quem me dera ser o seu Orfeu!

Agora sou igual ao ar que se perdeu

Mas que um dia encontrou

A família que mereceu.

Fui convidado e aceitei a adoção fraterna,

Da Mãe dos ventos

Do vendaval em meus versos

Do temporal rompendo a quietude.

Senhora Yansã

Deslumbrei a natureza com a mente sã,

Movimentando a fraternidade útil ao todo.


Então busco as respostas,

Quer saber a resposta?

Pergunte ao Menino!

Pois foi isso que eu fiz,

Já citei o amor das estrelas,

Lá onde o Menino recolhe

As orações do mundo confuso.

Sorrindo com a Mamãezinha do Amor.

Nebulosa concentração de fé,

E seu Pai José?

Espírito carpinteiro não é?

Uma pena quem não lembrou,

Mas se não lembrou um dia lembrará,

“Mergulhe para dentro”

Assim disse o Menino

Que avisou a Menina Apará.

Se desprenda da matéria e vá além,

Encontre o Menino de Nazaré

Na estrela de Belém.

Quer saber que estrela é essa?

“Pense em um rio”

“E pule para dentro”

“Na nascente de seu coração”

E ouça o Menino.

Uma voz de criança

Irá dizer que são todas

Estrelinhas que brilham

Em todos os coraçõezinhos.


Ouça Menino!

Mas são tantos corações?

“Sim meu Amiguinho”

“Aonde existir amor haverá corações”

Amiguinho Menino do Céu

Que sorri com a brincadeira do amor,

E chora de emoção socorrendo um sofredor.

Meigo e doce Oxalá Menino

Já anoiteceu perene criança.

O céu escovado agora sorri

Parece mas não é,

Ou pode ser que é,

A malandragem irreverente do galante Zé

Não era uma noite como outra qualquer.

Sequer sabia a confidência do destino

A atmosfera do amor menino.

Andava e pensava sobre

O afecto sereno do meu jardim.

Suspirei a presença

Do que me pareceu incabível.

A primeira vez não esquecida.

No início fiz-me despercebido.

Tentei em vão se esconder

Das pedras privativas,

Mas se esconder do que?

E de quem?

Das pedras duras e preciosas?

Parece uma ilusão verdadeira.

Era a jóia aprendiz

Que o Menino do Céu

Ensinou-me a lapidar no coração.

Haveria de encarar a sina,

Desconhecia o amor que o menino ensina

Desafiando os bloqueios de meu espírito.


Procurei disfarçar

Fugir da verdade

Mas fui perseguido

Pela minha verdade.

A consciência do passado em renascimento,

Sim

O ressurgimento

Do sol da esperança.

A busca interior

De nosso Menino em crescimento.

Quase logrei em fugir

Da Senhora dadivosa,

Uma Preta Velha carinhosa

Que conversava com outrem.

Pois eu não queria saber

Dos sentimentos alheios,

Mas este sentimento me perseguiu

E com ele a dadivosa aludiu.

Sinceramente fui um menino incoerente,

Eu fazia parte do problema

De uma outra mente.

Quantas idas e vindas até a resposta,

Resposta!

Mas que resposta?


Ouça Menino!

Afirmo que não tenho a resposta.

Um ser de luz se fez presente,

Sentimentos íntimos

E confusos que perduram.

Meninice nos olhos que curam.

Verdades que traduzem

O amor da egrégora de um Menino.

Certezas que encontrei

No manancial desta verdade.

Riacho da serenidade obra de arte,

Águas que representam a natureza

Sinfonia na imagem de um Menino.

Seguiram...Seguirão

Rumo a cidade do coração.

Menino amigo

Menino irmão

Menino Mestre

Volte sempre menino!

E encha de amor o nosso planetinha,

A nossa vidinha .

Ensine ao todo como amar,

Despertando às consciências em teu mar,

E deixe-me cantar e sonhar.

Com a força de um Menino

Que acende a chama do amor

Que atrai e aproxima as pessoas.

Volte sempre Menino.




Ps: Na madrugada do dia 24 de dezembro para o dia 25, Natal do ano que terminou, eu tive uma experiência espiritual que convidou-me a reflexão.


Não posso detalhar a experiência, pois é bem pessoal, mas no poema acima eu coloquei quase tudo que ocorreu. Para se ter uma idéia, foi uma espécie de transe estando em desdobramento no astral, para quem leu o livro Legião psicografado por Robson Pinheiro, na página 177 vocês encontraram um caso semelhante, não foi a primeira vez que este tipo de transe-incorporação ocorre comigo estando desdobrado, sendo que desta vez me marcou bastante, pois tal força, egrégora, ser de luz, ainda não sei bem o que foi, era ligado a atmosfera, egrégora ou falange do Menino Jesus.


Para quem não me conhece mais intimamente, eu vos afirmo que sou um médium comum, e que possuo algumas faculdades anímicas tais como clarividência viajora, precognição, retrognição e projeção da consciência(viagem astral, desdobramento, emancipação da alma, viagem espiritual...), e só descobri porque resolvi estudar os fenômenos que ocorrem comigo.


A maioria das experiências fogem um pouco do nível de compreensão de muitos, é por isso que prefiro não contar. No início foi difícil entender tudo aquilo que eu via, depois o quebra cabeça começou a se encaixar e hoje entendo o que seja um pouco dessas verdades divinas.


Na madrugada do dia 5 de janeiro deste ano, segunda feira, eu tive a minha primeira viagem astral do ano, sinceramente fico surpreso com as coisas que vejo. È uma pena que não posso contar para qualquer pessoa, pois com certeza iriam falar que eu sou maluco, fantasio as coisas...Então para evitar vaidades, orgulhos, achismos, diferenças, prováveis mistificações e falta de esclarecimento, eu prefiro ficar na minha e guardar esses segredos celestiais, mas que estão ai para todos verem, só basta se encontrar consigo mesmo e expandir a consciência.


No início eu me frustava em não poder contar o que eu via para as pessoas, mas depois percebi que não precisamos ficar saindo por ai contando histórias verdadeiras que parecem fantasiosas, tendo em vista que muitas coisas estão ligadas ao conhecimento empírico.


No momento certo as pessoas interessadas vêm até você e ficam sabendo de certas questões espirituais. Eu fico surpreso quando converso com uma pessoa com a mente mais aberta, era absorve o assunto com naturalidade, pois sabe que para ela não há nada de novo, normalmente são médiuns com a consciência mais universalista.


Que a estrela do Menino Jesus brilhe em todos os corações.


Por Carlos Junior


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