terça-feira, 31 de março de 2009

Elementais



Ao realizar um estudo sobre o livro “A Magia Divina dos Elementais” escrito por Rubens Saraceni, resolvi esmiuçar algumas passagens que exprimem certas dúvidas.


Primeiramente fica bem claro que Saraceni adora utilizar o termo “Magia”, citando Magia Divina, Magia Elementar e Magiar Elemental, criando assim termos seminovos. A meu ver não há problema algum, simplesmente esta é a sua linha de raciocínio que não contradiz a verdade relativa.


Em outras obras, os ensinamentos sobre o assunto revelam que os seres elementais podem ser utilizados tanto para o bem quanto para o mal. São dedicados servidores, e atendem solícitos ao chamado de operadores experientes e medianeiros capazes, com a finalidade de realizar tarefas as quais foram recrutados.


Tem esse nome porque são espíritos da natureza que estão ligados aos elementos básicos: terra, água, ar e fogo. E neles habitam, sua evolução é totalmente independente da humana, não tiveram vida encarnatória, eles estão ligados à natureza, e não conseguem se ligar aos humanos porque suas emanações são avessas às emanações humanas, e em casos excepcionais podem se aproximar para ajudar os seres encarnados, normalmente são guiados e conduzidos pelos mentores espirituais responsáveis pela região ou elemento a qual pertencem os elementais.


Podem ser invocados tanto para o mal quanto para o bem.


Os Pretos Velhos e Caboclos trabalham bastantes com a magia dos elementais, invocando-os para diversas finalidades, normalmente para limpeza, refazimento espiritual e equilíbrio emocional. Por isso devem-se tomar cuidados com as solicitações menos dignas a serviços de interesses pessoais, pois qualquer ação contrária às leis divinas e erros praticados por estes seres dedicados e inocentes, ocasionará inevitavelmente prejuízo para quem os conduziu às realizações de seus objetivos, lei de causa e efeito, ação e reação.



Deve se evitar que estes seres se escravizem aos caprichos e interesses pessoais, sendo invocados para o sérvio do amor em benefício à humanidade, com isso estaremos ajudando no aceleramento de seu processo evolutivo, todavia, se por acaso cometermos os erros citados iremos atrapalhar o seu desenvolvimento.


Os elementais não têm conhecimento do bem ou do mal, cumprem suas funções e obedecem a ordens. Não são conselheiros, pois não são essas as suas tarefas. Ajudam dando informações dos próprios elementos, por ex: "Esta planta está morrendo”, “Este cristal está sujo", "O ar está poluído", "O mar está perigoso”, etc... Os elementais são como crianças inocentes, eles não têm conhecimento do que seja a boa e má ação, cumprem suas tarefas e obedecem às ordens, seu “raciocínio” é voltado para atuar e dar informações sobre os elementos diversos que compõem a natureza que está ligada diretamente aos processos fenomenológicos da mesma.


Normalmente são invocados por ordens espirituais superiores, entretanto, há casos em que entidades trevosas que podemos chamar de mago negro ou feiticeiro negro de extrema inteligência, conseguem escravizar os elementais para o cumprimento de missões malévolas.


No entanto, Saraceni vai de encontro à maioria das obras quando diz que os seres elementais são trabalhados somente na magia elemental pura, e que a mesma não pode ser convocada para o mal porque só tem funções benéficas. Informando que não há como serem convocados para tarefas de cunho inferior. Ou seja, ele diz que somente os seres elementares é que podem ser invocados tanto para o bem quanto para o mal, ou seja, para Saraceni os seres elementares seriam uma espécie de “elementais inferiores”, criando termos e contrariando outras obras.


Contudo verificamos sincronicidades entre as idéias apresentadas por Saraceni e o livro dos espíritos, pois é citado na doutrina dos espíritos que existe uma escala evolutiva entre os elementais:

LE 538: “Esses espíritos pertencem às ordens superiores ou inferiores da hierarquia espírita?”

R: Segundo o seu papel for mais ou menos material ou inteligente: uns mandam, outros executam. Os que executam as ações materiais são sempre de uma ordem inferior, entre os espíritos como entre os homens.


Demonstrando que existem realmente categorias superiores e inferiores de elementais, porém não foram citadas nomenclaturas que subdividem os elementais.


Depois o próprio Saraceni tenta se aproximar um pouco do contexto verdadeiro, quando diz que existem diversos níveis evolutivos de seres elementais que são divididos em níveis, os mais evolutivos se assemelham a anjos e arcanjos. Neste ponto achei viagem demais. Mas achei interessante quando disse que ocorre uma espécie de aprendizado mútuo, ou seja, os elementais de um nível cinco, por exemplo, quando aprendem alguma coisa, todos que se encontram naquele nível irão compartilhar e se beneficiar com tais aprendizados.

Já entre os encarnados é cada um por si e Deus para todos, risos;


Saraceni não fala sobre os elementais artificiais, que para mim é de suma importância, tendo em vista a predominância em obsessões complexas. Elementais artificiais são criações mentais de encarnados e desencarnados, são criados consciente e inconscientemente, tanto para o bem quanto para o mal, este é elaborado pela magia negra quando manipulados por mentes habilidosas. Fazem praticamente tudo que os induzem, e muitas dás vezes são confundidos com entidades reais, pois se assemelham aos humanóides, verdadeiros clones. E atuam nas faculdades psíquicas dás vítimas encarnadas, assumindo perante estes o papel de suposto mentor, na verdade o clone esta sendo conduzido a distancia por um magnetizador oculto. Com tal requinte são manipulados em processo obsessivos complexos, e quando encontra material ectoplasmaticos adequados, se fazem perfeitamente visíveis às percepções medianímicas de um encarnado, proporcionando-lhe uma ilusão de materialização. As vítimas supostamente envolvidas por um processo de fascinação o vêem como um elevado mentor espiritual. É o mesmo que pensamento elemental, onde vemos a influência do espírito encarnado ou desencarnado sobre essência elemental astral. Ou seja, esta essência é muito sensível e plástica, e é capaz de ser modelada por meio de impulsos de pensamento por meio de espíritos encarnados e desencarnados. Criando assim formas de pensamento no Astral. Por exemplo, se você ficar mentalizando firmemente alguma coisa, como casa, carro. Você plasma estas imagens no Astral. É assim que acontecem com as entidades artificiais, quando são criadas no Astral, formas mentais idênticas a um espírito.


Ás vezes em desdobramento no plano extrafísico se confunde um espírito e outros seres, imaginamos e pensamos que são reais, mas na verdade trata-se de tais seres artificiais. Em regiões umbralinas é comum se deparar com formas monstruosas, que nada mais são que formas de pensamentos plasmadas no local.


As formas de pensamentos podem ser criadas independentes da vontade de cada um. Certo dia eu estava no CUCA quando assisti um consulente sendo atendido por um Guia, para resumir, a consulente “A” “incorporou” um espírito sofredor, aos olhos físicos de qualquer um viria que ela estava incorporada, todavia, a mesma não estava com espírito algum, simplesmente esta consulente carregava no plano extrafísico formas de pensamentos que ganharam aparência de um ser artificial. Informações estas passadas para mim pelo próprio Guia espiritual, que me narrou o feito se utilizando de outras palavras que traduzindo significa o exposto.


Tais pensamentos emitidos fluem para plano extrafísico, ativando egrégoras negativas ligadas às formas artificiais de pensamentos negativos e inferiores. Estando o ser encarnado em desequilíbrio com seus pensamentos desajustados, devidos a dores, fraquezas não suportadas, sofrimentos emocionais e sentimentos de culpa. A pessoa descompensada atrai para si tais formas, que ao atingirem o campo mental da pessoa ativa à sua consciência anímica, e aos nossos olhos parece que estão incorporados com espíritos sofredores, obsessores e trevosos.


Ás vezes tal fenômeno entra em ressonância com vibrações e carmas do passado, atraindo bolsões de espíritos afins ao terreiro para serem doutrinados e encaminhados, muitas dás vezes tal processo desobsessivo ocorre somente na esfera extrafísica, sendo visto somente por um clarividente. Ocorrência muito comum para quem trabalha com técnicas apométricas.


Saraceni tenta dar uma outra abordagem a magia elementar, diz que esta é dual ou bipolar, ou seja, que pode ser usada para fins benéficos ou maléficos, até ai tudo bem, no entanto, só se refere às formas de vida elementar como as existentes no plano físico, tais como: “animais roedores, carniceiros, predadores, bactérias oxigenadoras, nitrificados, decompositoras, etc...”. E fala sobre os seres naturais duais ligados a magia elementar, deixando de lado os conceitos citados acima.


Saraceni coloca que a magia elemental só pode ser acessada para o bem, e somente são ativadas pelas divindades e os seres divinos, que reconhecem o merecimento de seus evocadores e invocadores, que são os Magos dos elementos. A ativação feita pelas divindades elementais é secreta e sigilosa.


Curiosidades:

O prezado confrade Dívaldo Pereira Franco, em entrevista concedida à "Revista Espírita Allan Kardec", ano V - agosto a outubro/92, esclarece que a grande maioria dos elementais não evoluídos, que ainda não tiveram reencarnações na Terra apresentam-se, não raro, com formas especiais, de pequena dimensão, o que deu origem aos diversos nomes nas sociedades mitológicas do passado. Divaldo refere ainda que, pessoalmente, por experiências mediúnicas, acredita que alguns vivem períodos intermediários entre as formas primitivas e as hominais, preparando-se para futuras reencarnações humanas.


Nessa mesma revista encontra-se narrado interessante caso ocorrido com Chico Xavier. Diz o artigo que Chico foi procurado por um casal de fazendeiros que, aflitos, buscavam socorro para espantar as cobras que infestavam suas terras. Chico recomendou a eles que levassem à fazenda um benzedor, que naturalmente é um médium de efeitos materializantes. Quando ele fizer suas orações, recomendou Chico, os espíritos que cuidam da Natureza utilizarão esses fluidos, tocando as cobras dali para uma região de menos perigo. Quanto a mim, completou Chico, minha tarefa é com os livros.


Paracelso era o pseudônimo de Theophrastus Bombastus, químico e médico nascido na Suiça em 1493.

Desencarnou em 1541.

Criou a denominação classificatória dos elementais:

· Elementais da TERRA: GNOMOS

· Elementais da ÁGUA: ONDINAS

· Elementais do AR: SILFOS / SÍLFIDES

· Elementais do FOGO: SALAMANDRAS

E da Índia, China e Egito, complementam a lista com:

· Elementais da TERRA: DUENDES

· Elementais da ÁGUA: SEREIAS

· Elementais do AR: FADAS / HAMADRÍADES


Por exemplo, no antigo Egito as divindades elementais, isto é, os deuses que representavam os poderes da natureza, fundiram-se em Osíris. Durante toda a história do Egito, Rá e Osíris rivalizariam entre si pela supremacia. Isto, de um ponto de vista político-cultural, pois, na verdade, os dois representavam faces diferentes de um mesmo princípio.


Os Celtas acreditavam na figura suprema da Deusa-Mãe e em divindades elementais (do ar, da água, do fogo e da terra), que são uma extensão da Deusa-Mãe (assim como no hinduísmo, onde Brahma, Vishnu e Shiva são manifestações do Deus único Brahman). Assim, os Celtas tinham uma relação especial com as árvores, como era o caso do carvalho (ligada à sabedoria e aos druidas), o freixo (ligado à proteção), o salgueiro (ligado às divindades da água), etc. Quando os Druidas (espécie de Pajé ou Xamã) morriam, seus corpos eram colocados dentro das árvores com as quais tinham alguma ligação.

Fontes de pesquisas: A Magia Divina dos Elementos, Consciência, Aruanda, Livro dos Espíritos e Umbanda essa desconhecida.


Por Carlos Junior


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