quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A Justiça


A cada sonho que pisei nas rotineiras experiências,

Encontro agora este trajeto celestino que me conduz,

As questões de nossa consciência superior humanizada,

A qual se liga ás vibrações cósmicas da Mãe Divina,

Uma chuva de lótus atraída para os corações despertos,

Que buscam a harmonia com a justiça consciencial.


A cada sonho que pisei pensei,

Pela minha pessoa escrita no livro da justiça,

Encontro-me agora com esses passos errados que levam,

As densidades invocadas pela consciência inferior,

Apegada a essa justiça rogada e não praticada.

Uma força que avassala a existência contínua,

Que prega a injustiça no cotidiano dos prazeres viciosos.

Se pudesse, explicaria os desequilíbrios,

Que atraem seus semelhantes para essa doença...

Que bloqueia a mente psíquica suja que clama por socorro.

Fui matriculado nesta Universidade da alma,

E aprendi a ver e sentir a justiça do amor.

Tento explicar o que acredito que sei.

Enquanto escrevo faço de conta que sei.

Penso em cada ato da vida e subestimo

O que esta fora do conceito real do espírito.

Prorrogo a não aceitação de um amor,

Que tenta compreender o ser humano.

Peculiaridades que não busquei encontrar,

Mas desconhecia o que estava sendo cultivado

Em um horizonte que incentiva a pureza.

Neste amor sou um oráculo inspirado...

Que um dia resolveu relatar o que há no sentimento,

Escrevendo a minha estrada em uma folha de papel.


Tive que aceitar o amor,

Sem saber o que era,

Tive que aceitar o que sou,

Querendo entender as perguntas,

Tive que entender a justiça do amor,

Sabedor das respostas,

Tive que sentir como aluno a sabedoria deste rio,

Tive que ser quem eu sempre quis ser,

Tive que experimentar quem eu nunca quis ser,

E nunca serei novamente a inverdade,

Pois agora vivo banhado neste rio amoroso e justo.


Se esta é a justiça que ensina ao todo,

Caberia a minha mônada imperfeita,

Desatar o nó da consciência justa e amarrada.

E ao descer a ladeira de um ego chamado coitadinho,

Circundei a reunião de incrédulos pensamentos...

Involutos que regrediram ao nada.

Desagregações justas e cabíveis ao povo merecedor.

Profusão vinda da família impura denominada humanidade.


Faço parte desta ilusão dos mundos habitados,

A minha matrix pura,

Dentro do mundo chamado professor,

Sou integrante deste sistema criativo e transitório,

O meu papel hoje consigo saber,

Quando criança eu já sabia o que não entendia,

Havia em mim os sinais de minha salvação,

Sempre foi assim,

E assim cresci aprendendo com a afetividade...

De um espírito que perguntava a si mesmo...

Sobre o sentir de algo mais puro.

A sensibilidade diferente vivida em meu interior alerto,

Sentia o que não sabia explicar.

Alguém poderia me entender?Por favor?

Assim supliquei sem precisar falar.

Assim fui guiado pelo meu Eu clarividente,

Que enxergou a justiça das coisas...

Nas pequenas andanças e tropeços elucidativos.

Ainda não divisados pelos chamados injustos,

Os cegos que ainda não sabem que são,

Ou finge não saberem.

Os malandros que acham que são,

Vítimas inocentes de seus atos bisonhos,

Se soubessem o que é malandragem de verdade!


Vou arriscar,

Vive nos perigos,

Pelas Cidades,

Pelas favelas,

Pelas ruas,

Pelos bares,

No Catimbó da Jurema o Mestre riscou sua passagem,

Seja lá o malandro de todas as culturas,

Seja na malandragem da Lapa,

Girando no samba de roda da mulata,

Ele percorreu e viveu no meio...

De gente bamba.

Um amor por uma menina flor hoje ele canta,

Menina morena!

Errou o meu amor e me encanta,

Hoje Junior é o malandro da justiça,

Aprendi com Zé Pilintra,

Seja dentro de uma viatura...

Ou afastando as nossas criaturas,

O menino adulto Junior agora entendia,

Mestre da vida!

Sua roupa branca é motivo de alegria,

Mestre espiritual,

O agente da simpatia,

Chega no sapatinho romântico da terapia.

Mestre Zé da malandragem,

Venceu a sacanagem,

Mestre Zé do Morro,

Hoje atende a quem pede socorro,

Mestre Zé dos Ricos,

Mestre Zé dos Pobres,

Mestre Zé de qualquer lugar,

Na ginga desfila a sua vinda,

Mestre Zé Pilintra,

Com seu chapéu...

Ensina a malandragem do amor.

Sinônimo da injustiça de um preconceito...

Que ainda não cessou.


A malandragem de verdade é vivida quando

Sabemos vencer nossos próprios vícios,

Nossos próprios tormentos,

As nossas vicissitudes...

Com a justiça do amor,

Com a justiça da compaixão,

Com a justiça da ternura para com a vida.

Amando a todos como a uma fiel companheira,

A mulher de verdade,

Sem oferecer uma rosa como desculpa,

E sim pelo amor a justiça que aproxima e depura.

E como tudo na vida,

Tome sempre cuidado

Com o balanço da canoa.

Isso sim é justiça!


Malandragem é poder acordar e estar ao lado

De quem se ama de verdade.

Isso sim é Justiça!

.

Malandragem é saber amar sem precisar ser amado.

Isso sim é justiça!


Malandragem é procurar fazer a justiça do amor...

Agir com o coração sem precisar julgar nada e ninguém,

E assim, deixar o amor nos possuir,

Conforme o ritmo da dança a qual fomos convidados.

Isso sim é justiça!


A felicidade não compartilhada se torna uma mentira.

À medida que penso vou admirando...

As partículas dos átomos de amor...

Que se unem ao pensamento.

E vejo a idéia positiva...

Evoluir rumo às criações que podem...

Contribuir com a melhora de uma civilização inteira.

Isso sim é justiça!


O homem prefere colecionar mulheres...

E alimentar a cede conquistada em uma vida de erros.

Cadê a justiça do amor?


Ás vezes sem sentir nada...

Os homens e a mulheres ficam...

Com alguém só para não ficarem sozinhos.

Cadê a justiça do amor?

Os homens e as mulheres criam...

A sua própria novela de pecados e traições...

Proibida para nossa evolução.

Cadê a justiça do amor?

Os homens e as mulheres...

Tornam-se vampiros do sexo.

Sugam a energia sexual de várias pessoas,

E pensam que são felizes vivendo desta forma.

Não se contentam com o amor verdadeiro...

Praticado com somente uma companheiro (a),

E não param por ai,

Começam a vampirizar tudo que...

Encontram pelo caminho,

Sugam o bem estar do próximo,

À vontade,

A paciência,

O tesão,

A paixão,

A liberdade,

O respeito,

O amor.

Sugam toda a energia...

De sua parceira (o) ainda esperançosa (o) pela sua melhora,

E por último, o relacionamento amoroso termina,

Por falta desta energia sugada, que já foi perdida.

Cadê a justiça do amor?


Os homens e as mulheres...

Gostam de experimentar uns aos outros,

Sem saberem o sabor que tem...

O seu próprio coração imaturo.

Cadê a justiça do amor?


As pessoas gostam de serem...

Guiadas pelas outras, por acharem...

Mais fácil a usarem como muleta.

Cadê a justiça do amor?


As pessoas gostam de fofocar para...

Falarem mal de algo ou alguém.

Cadê a justiça do amor?


A cada sonho que pisei, penso em amar alguém de verdade,

Não encontro em meus registros algo completamente igual.

Vejo uma terra ajustada aos seus adeptos...

Cegos e enovelados pela falsa justiça...

Criada pelo repetido conceito que regrediu ao nada.

No decorrer das experiências...

Descobrimos que provocamos muitas...

Injustiças em nossa própria consciência.

Fomos movidos pelas certezas e inconseqüências,

Inspiradas pelo grosseiro instinto animal...

De um homem que regrediu, a essa acepção do nada,

Não sabedor que excitação errada,

É prazer momentâneo.

E que pode desintegrar os nobres valores de uma alma,

Espalhando este veneno sombrio por todos os cantos.

Budha dizia que, a má companhia pode obscurecer...

Todos os valores que a alma influenciável possui,

E que ninguém jamais conseguirá arrancar...

A nobreza que lutamos por conquistar.

Acredito que fala do mérito alcançado...

Pela vigilância enxergada, na justiça do amor.

Isso sim é justiça!

Essa é a malandragem de verdade,

Malandragem é amar uma flor sem querer saber

Se ela tem algum espinho,

Algum perfume,

Alguma cor,

Alguma qualidade,

Alguma vida.

Procurando primeiramente amar a terra,

Que acolheu a criação da serena ternura,

Amando a natureza que alimenta o seu amor,

Antes mesmo de se apaixonar pelas...

Pétalas que ainda irão nascer.

Antes mesmo de se perguntar...

Se eu fiz por merecer.

Antes mesmos de saber...

Se o seu jardim é o mais perfeito.

Adube o seu chão com amor,

E deixa a própria flor dizer.

Procurando primeiramente amar a raiz...

Que esconde os seus ancestrais.

E quem sabe, encontrar você mesmo,

Neste silêncio que é o coração da mais bela flor.

Escutando com os sentimentos, o amor,

Que é capaz de exalar uma flor menina.

Deixando a poesia da essência flor...

Percorrer o que um dia ela encontrou.

Isso sim é justiça!


Os falsos malandros são boêmios da ignorância.

São espíritos desacomodados que vivem...

Na justiça de seu ego atrapalhado.

E alimentam-se da falsa justiça...

Moradora da escuridão de sua rua sem saída.

Preferências à parte, que justificam o seu estado consciencial.


A cada sonho que pisei, lembrei dás...

Numerosas injustiças em nossos atos.

Encontro de tudo neste período de seca do espírito.

O homem aceita a vida como ela não é,

E parece querer aceitar o que vida não é.

Dentro de um karma,

Criamos outro karma.

Dentro da vida,

Criamos uma nova vida,

Um novo estado de consciência infernal,

Se assim preferir plantar.

Ou um mundo melhor,

Assim prefiro acreditar.

Uma particular filosofia de amor à justiça...

Ensinada pela própria natureza que governa a vida.

Sendo assim,

Busco aceitar o que procuro,

Tentando compreender a própria mente da coletividade.

Sendo assim,

Busco participar desta justiça autêntica do ser,

Abrindo a porta do coração, onde a sorrateira...

Injustiça insiste em se esconder.

Sendo assim,

Perscruto a balança da história.

A terceira visão na cena da justiça já narrada.

Tudo se passa diante dos nossos olhos enovelados.

Um passado percorrido há muito,

Em todas as instâncias.

Desde as antigas civilizações,

Que souberam sobre o divino,

E suas leis que regem o universo,

Até a sociedade atual que se afunda,

Com a falta da ação a justiça do amor.

No passado a raça evoluída abusou da justiça...

E decaíram ao pântano da ignorância.

Verdadeiro aprendizado ao qual se conscientizaram,

Hoje vivenciam o Samsara moderno.

Viajando pelas vidas sucessivas...

Correndo atrás de seus acertos.

Os que já acordaram deste pesadelo...

No presente semeiam a justiça do amor.

Os que ainda dormem no lodo de seu umbral,

Sentem na alma, uma forte dor,

Fruto da justiça do amor,

Não conseguem enxergar a cura,

Receituário divino,

Encontrado na pratica a justiça do amor.


A cada sonho que pisei, vejo as imagens do passado.

Encontro à história revelando a verdade propícia.

Um amor que parece ter sido rebaixado...

E contaminado pela raça humana.

Sempre se falou da justiça,

Na Grécia trazida pela Deusa Thémis,

Pela sua filha Diké.

Nos conflitos da política africana do reino de Oyo,

Atual Nigéria.

Invejas... Poderes... Ambições

Que tombaram um reino materialista,

Movido por guerras e conquistas eloqüentes,

Novamente o abuso da justiça divina.

Sobrevivendo à força do povo africano,

Que sofreram e lutaram pelas injustiças impostas,

Um povo que buscava as forças das pedreiras,

No culto aos Orixás da natureza.

No fogo que riscava o céu da Mãe África antiga.

No culto aos seus ancestrais divinizados.

Subsistindo sempre a sabedoria da justiça espiritual,

Vinda das verdades inspiradas pela força da justiça maior.

Difundida pelos nobres Sacerdotes de Xangô.


A guerra por um trono que destruiu...

O reino de Oyo.

A justiça pregada pelos tronos do Alafim...

Hoje lembra o que achamos melhor não resolver.

Pois denota a falta de amor a justiça das coisas.

A falta de coragem para enfrentar...

Os nossos conflitos pessoais.

Uma verdade que corrói os espíritos pedintes.

Hoje a nossa energia mal conduzia pela nossa...

Falsa justiça obscurece o coração.

Tombando uma reencarnação inteira,

Planejada pela justiça do amor.


A cada sonho que pisei, segurei o machado enviado.

A injustiça desgovernada batendo na pedra firme.

A força do axé envolvendo o oxé de Xangô.

A oração atendida pelos Sacerdotes da justiça.

A descida do trovão Xangô.

Oba ko so! "O rei não se enforcou”

A justiça não acabou!

Uma justiça que ensina a sabedoria da mudança interior.


Acho que chegou à hora de buscarmos...

E encontrarmos essa justiça.

Acho que tenho que parar de pensar neste tema.

São muitas idéias que surgem na mente...

E estou cansado de escrever.

Então vou pensar em algo para fechar...

O estudo sobre a justiça,

Enquanto isto vou escrevendo mais um pouco.


Não sou entendedor de coisa alguma,

Não sou contador de histórias,

Sem sentido no mundo real,

Dentro deste universo irreal,

Criado pelos habitantes do planeta azul,

Não sou um poeta sonhador ilusionista.

Acredito que,

Sou eu mesmo, de verdade!

Ainda sou aquela criança,

Que queria saber o que sentia,

Ainda sou o Eu, que busca...

Entender a epopéia de amor que participo,

E faço meus sonhos...

Se tornarem algo proveitoso...

Não só para mim,

Mas ao conjunto que me cerca.

Caso contrário, não haveria sentido no que sou,

No que me tornei,

No que julguei ser a justiça.

Tive mesmo que fazer muitas coisas,

E ainda não desisti de fazer muitas coisas.

Tive que amar o amor,

Uma justiça que não obriga,

Mas mostra o caminho para o amor,

Continuarei pisando com delicadeza,

Por entre meus sonhos, que refletem...

Os episódios que um dia encontrei em mim.


Por Carlos Junior

3 comentários:

Unknown disse...

Muito bonito esse texto, realmente o amor, digo toda a forma de amar
reside na simplicidade e na beleza de apenas amar e isso é tanto que nem mesmo a gente consegue compreender claramente!

Unknown disse...

Belíssimo texto.
Vejo uma verdade absurda em suas palavras - que brotam do requinte de suas observações, do que essencialmente se propõe a ser e de sua alma perfumada.
Bjing. Abraço gostoZim.

Carlos Junior disse...

Vou lhe contar uma coisa,
Encontrei no Junior o significado do amor,
Não estou exagerando,
È um segredinho que quero compartilhar,
Sentindo...Sentindo...Sentindo
Fico parado somente sentindo,
Sentindo uma energia que envolve o meu peito,
Procuro não pensar em nada,
Somente sentir e sentir,
Surge na raiz dos meus sentimentos,
À medida que vou sentindo,
Entro num êxtase amoroso,
Nesses momentos eu compreendo o que é o amor,
Não preciso buscar no mundo,
Pois há uma fonte em mim,
E a melhor forma de entender o amor é sentir e sentir,
E viajar nesta alegria que reside no coração.
Tem vezes que estou desanimado e sem inspiração,
Mas quando paro pra sentir o que arde no peito,
Comprovo que realmente somos feitos de amor,
De paixão sadia em sem apegos,
De amor pelo que somos,
Apaixonados pela natureza do universo criado,
E quem sente este amor próprio,
Estarás apto a amar um pequeno e grande amor,
O que importa é saber amar com qualidade.

Um Sarava de Amor!