Novamente sentado em meu horizonte,
Aguardando ainda não sei bem o que,
Talvez um presságio que me traga a nova inspiração,
Uma amiga passageira que reside em meu querer,
Talvez a esperança de um novo amanhecer,
Acostumada a encontrar o elo perdido
Afundado na dor que espera fingindo.
Estou aqui bem pertinho,
Um nobre sereno desanimou com as lágrimas,
Chorando com a lua que parecia responder,
Algo traduzido pelo poder das estrelas.
Ah Esperança!
Sei que ela anda por ai a vagar,
Quem sabe não vem,
Anda a me procurar,
Devagarzinho vem muda esverdeada,
Sozinha e apontando lá no céu,
Esquecerei a mentira que segue esbarrando,
Da dor que esvazia incomodando,
Esperança e dor,
Fico com a primeira,
Mas a segunda não é de se jogar fora,
Disseram que ela ensina algo,
Aborrecida bomba relógio!
Impaciente dor apertou o botão,
Explodiu num peito pacífico que fala em amor,
Tentei desativar e continuo arriscando,
Sem saber o que, mas sigo arriscando,
Cuidando desta bomba criada por mim.
Tic Tac.....Bum...Amor
Tic Tac.....Bum...Erros
Tic Tac...Bum...Pureza
Tic Tac.....Bum...Tormentas
Tic Tac...Bum...Paixão
Bum...Explodiu...A dor
Ah Esperança!
Angustias do poeta chorão disfarçado,
É assim mesmo, e assim foi e será,
Comigo, com você,
Com quem ainda virá,
Se sentes, estarás sujeito,
Faço coisas simples para agradar o coração,
E mesmo assim não sei o que faço,
Parece sem nexo a dor das palavras,
Gosto de não saber o que vou escrever,
Assim improviso o que bate sem avisar,
Desabafo colossal sem críticas,
E ainda tem quem goste do que escrevo,
Bom sinal não esquecera de mim,
Os apaixonados sabem traduzir,
Recito pensando em sentir,
Bendito Oxalá Menino!
Descrito no passado de meus versos,
Saudades de você amiguinho,
Santo...Santinho...Criança sentimental!
Cantando no microfone da dor mal curada.
Ah Esperança!
Sensação estranha me assombra,
Parece que estou renascendo mais saudável,
Os invisíveis cantam parabéns,
Acordei e pensei na mudança,
Mamãe chegou bem cedo,
Velhos e novos amigos,
Hoje estou ficando mais velho,
É o dia de um aniversariante,
Um amante das coisas do coração,
Um menino homem que enxerga o sentir,
Ensinando o amor sem saber o que é,
Falando de sentimento estando com ele sofrendo,
Não tem jeito, a natureza assim o fez,
Contagio as pessoas e sigo contagiado,
Cuido das dores alheias, mas não das minhas,
Acreditar! Já não sei mais no que acredito,
O mundo fala de muitas coisas,
Muitas nuvens no calafrio da dor,
E eu permaneço presente no todo,
Acredito na simplicidade do amor,
E nada mais pertinente a tantas coisas,
Sei bem perceber a ilusão sem cor,
Diante dos passos que ninguém vê,
Aprendi com a linguagem de meu vazio,
Assim vivo como sempre quis viver,
Decifrando as respostas da intimidade,
Olhos rasgados desvendando mistérios,
Alma espiã sofredora que me acompanha,
Espírito amoroso ainda não reconhecido,
Fiel disputa das emoções atormentadas,
Aureola mergulhada em um peito esperançoso.
Ah Esprença!
Gostaria de reclamar com o universo,
Mas não saberia por onde começar,
Então peço paciência aos que me cercam,
Ainda não aprendi com este Astro,
O que sou não tem nada haver com isso,
E mesmo assim tenho que viver com isso,
Nada logrou em mudar meus pensamentos,
Sigo participando sem brigar,
Seja com dor, alegrias e outra coisas,
Se soubessem de meu amor sonhador!
Talvez conseguiriam juntar as minhas letras,
Percorrendo em meu mundo consigo escrever,
O que o presente espaço não inspira ser,
Sonho em ser a realidade de meu silêncio,
Gravando a dor na esperança,
Fazendo as coisas acontecerem,
Movimentando a viveza das plêiades,
Desafiando as dores que tenta me rebaixar,
Costumes da senda que avança sem parar,
Tantos personagens do Samsara ardente,
Ora esbarro com um, ora esbarro com outra,
Se pudesse festejaria cada encontro,
Alguns esbarrões causam dores,
Outros encontros trazem felicidades,
Apresento-lhe o ciclo do crescimento da humanidade.
Ah Esperança!
Obstinada folha verde,
Artista principal desta obra,
Afaste de vez o câncer da dor,
Farei o que possível for,
Mesmo sem o perfume da flor,
Tudo passa, essa também passará,
Não sei como, mas virá,
Na manhã de um novo amor.
Ah Esperança!
A noite passada uma visão,
Era o interior de uma bela casa,
Necessitava de reformas,
Pois as dores racharam o piso,
Arrancaram as cores das paredes,
Entendi, preciso buscar a outra parte,
Não posso viver desta maneira,
Preciso de ajuda,
Haveria sentido no que sou,
Pois que a esperança reside,
Na longa edificação na alma,
Não posso desanimar, preciso arriscar,
Arriscar a nova vida,
Nos novos encontros e desencontros,
Por enquanto respiro a dor,
Sinto a fé da esperança chegar,
Um pedreiro que repara com sabedoria,
Amanhã voltarei a encontrar o que sinto,
Um amor encontrado nas pequenas coisas,
Na simplicidade que me fez acreditar,
No amor que fala sem reclamar,
Na serenidade que dói para ensinar,
No universo que atrai para mim o que sou,
Na esperança que jamais me abandonou,
Pois hei de esperar o debruçar do amor.
Por Carlos Junior
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