No âmago de palavras saltitantes
No arcabouço das idéias advindas
De meu estado de gratidão extravagante.
Selecionei essas pequenas e únicas pétalas
Crescentes em meu silêncio contemporâneo
Que sensibilizou o pensamento estanho.
Com atitudes simplesmente ligeiras
Homenageio um amigo valorizado
Em cada instante ao meu lado,
Sem exagerar em com a cautela
Precipitada em se falar de algo.
Chamaria de agradecer a um amigo
Que muito ainda tenho a conhecer.
Sem delongas lançaste
Um arquétipo sem regras
Sugando a perseverança.
Não falo da minha esquisitice
Atolada no limite
Amigo caseiro sem fronteiras
Acostumado a prosear com meus palpites.
Falo da sua certeza em mim,
Nas alegrias que dão bom dia
Nas tristezas que dão boa noite.
Nas ocasiões da vida à parte
No descarte das emoções
Mal amadas a melindrar as sensações.
No dharma sem tréguas
Figurado no drama das lamentações
Descortinadas pelo livre ser somente ser.
Sei que andaste no redor
Fazendo o que eu jamais merecia
Se fosse um perseverante ruim de pontaria.
Um ateu sem rumo desconhecedor
Da partida que não adia,
Curva-se adiante de meu chão
Em brasas e corro em direção
Ao que antes não via
Nos degraus que hão de muito ensinar.
Sem delongas mostraste
O pedaço do tudo distante de minhas mãos
Latentes a buscar o vento perseverante
Carregando uma alma inspirada
A voar sobre as montanhas
Contornadas pela minha merkaba livre e perfumada.
Não sou e não serei uma pedra frouxa
Instável as tempestades a lamuriar rachadura.
Mas a todo instante pareço macaquear
Um canteiro morto pela falta do estímulo
D’água perdido a encontrar abertura.
Desavisado nunca e nunca!
Seu longo cajado acompanha as viagens
Da alma sem desistir do nirvana
Que sopra fé em nossas lutas,
Seus braços erguem-me feito Durga
Como um conto de amor Saraswati
Num poema faceiro estilo Sutra.
Assim confesso meu velho do turbante,
Pois a nossa convivência ensina
A ser o que é preciso ser
Sem esmorecer com a flecha perfurante.
E caminho comigo mesmo
Sendo um aventureiro amante
Nas expedições do pão que
Alimenta a mente latente
Gravada na rocha védica do oriente.
Enquanto nada faço você inspira
Algo que preencha o espaço preguiçoso
Choramingado que avassala
O meu estado feudo.
Equilibrando o lado direito
E esquerdo ainda com medo.
Risquei o fósforo inocente
E búdico que dormia
Ao lado de sua família.
Encostei-os nos fios de
Cabelos tênues das duas irmãs
A fortalecer a fé sequelada.
Tipo alma penada ainda encarnada
A sentir o calor arder e morrer
Chorando até derreter.
Na certeza evaporada e conjugal
A noivar com a luz do Oxalá paternal,
Uma vela acesa em cada lado do congá
Antes apagado sem vontade e sem carnaval.
Abracei e senti o amor desse amigo
Curador que risca um fósforo
Erguendo as cores do amor
Na caverna escura que fala mal
Num peito afogado e sem sal.
Viajante das estrelas
Um brilho da Fraternidade Universal.
Um amigo e suas lembranças de outrora,
Da passagem pela Mãe África antiga...
Onde migrou feliz com sua gente...
Após a submersão de seu saudoso continente.
Lá retornou em várias vidas sucessivas
E se tornou o ancião da cura das feridas.
No passado antes desses tempos de África,
Antes desses tempos desérticos,
Nos templos de sua terra.
Desenvolveu e ampliou a mente
Com suas causas e efeitos comummente...
As antigas tradições tribais e sacerdotais.
Conheceu as sete leis universais,
Alimentou-se dos conhecimentos oriundos...
Da cosmogonia Africana com seus Orixás,
Do Egito com suas dinastias e seus faraós.
Da cosmovisão embarcada e vivida na antiga Índia.
Amigo Ancião!
Sua presença conforta os dias diversos
Enquanto espalho por ai um pouco
Da cura e sabedoria da Mãe Tara,
No coração o suave cantar da citara
Om Mani Padme Hum...
Veio dos céus de Avalokistevara.
Canção que embriaga o amor verde
Maha-mata iluminada pela beleza
Da menina Caboclinha Sidarta junto a Tupi,
Deslizando seus cabelos na cachoeira
Ao som da flauta Bansuri.
Deslumbrei o ritmo contagiante da menina cigana
De sari rindo e namastê krishna e Devaki.
Cantando e dançando ao som do coração
Espelhando purpurina de luz rosa
E dourada sem solidão.
Tablas, Erhu, Hamonium...
Todos tocam em minha alma
Sorridente o coral do equilíbrium...
Mentor e Mentora da família entoam AUM.
Oriente que vem de lá
Do amor das estrelas que voam.
Venha nave mãe flamejante sarava
Oxalá...Xangô e Nanã ouvindo o canto nessa lagoa,
E beije os orixás e sua doce Oxum que ecoa.
Jamais negarei estender as minhas mãos
A jorrar um pouco deste amor aos
Ansiosos pela libertação,
Assim retribuo o que convém
Nos ambientes por onde passo
Seja mentalmente ou sacudindo os
Chacras que brilham em meu espaço.
Onde estarei nunca saberei,
Esse amigo ensinou-me a
Ser o amor em todos os cantos,
Seja no terreiro, nas festas, nos passeios...
Nas viagens, no trabalho, dentro de casa
Sem ninguém fisicamente falando.
Realmente percebo que carrego
Algo bacana que se une
Ao amor deste amigo médico
Sem título acampado em minha casa.
Muitos esforços de minha parte
Pois nada veio de graça.
Então sigo ao seu lado
Vivendo cada momento
Nos desafios da provação.
Felicidades em tê-lo ao meu lado,
Sigo firme nos ideais divinos,
E serei sempre o que me ensinaste a ser,
A continuar na luta,
A ser a verdade em acontecimento
Vivendo sempre com este amor
Hospedado na essência de um coração desenvolvido.
Ps:
E o que mais me impressiona é a sua forma de me ajudar com as minhas dores, um passe seu faz com que as dores se diluam em uma água corrente, o que demoraria muito tempo para eu me recuperar, é curada e equilibrada no instante em que recebo um abraço desse amigo.
Não haveria como agradecê-lo, pois nos últimos dias passei por alguns pequeninos problemas emocionais que se tornaram grande, e diante de minhas dores me deparei com este amigo espiritual que não arredava o pé de minha casa enquanto eu não me sentisse bem.
A sua presença é tão intensa em minha vida, que no instante em que levanto da cama de manhã cedo, já recebo uma dose de energia deste amigo, que a todo instante me incentiva a não perder a esperança, e jamais deixar de acreditar em meu amor, não importa as dores e seus adeptos, pois tudo faz parte, o que muda é a forma como nos comportamos, agimos e pensamos perante as emoções que fazem parte deste processo, devemos procurar novos rumos consciênciais para continuarmos de pé sem esmorecer com a flecha perfurante, que a todo instante perfura a nossa alma com as dores dos desequilíbrios que flutuam em nossa terra planetária.
Um amigo que me fez notar que os meus sentimentos tornam as coisas possíveis, fazem com que o meu mundo floresça neste Maya de tantos desafios e muitos sentimentos necessitados de auto estima, ativada pela inspiração de uma força derramada das estrelas, e faz com que a felicidade resida em um coração que não desiste de ser o amor e seus passeios, um coração que apenas procura alguns terrenos para plantar este sentimento que canta poesias em meu peito.
Se os caminhos estão difíceis e bloqueados impedindo a minha passagem, eu procuro um atalho para pisar neste mesmo barro seco ou molhado, ou talvez um outro caminho para continuar pisando e jogando as sementes que germinam sentimentos bacanas que falam sobre esta força na vida que incentiva o caminho do meio perante tudo.
Bom, vou ficando por aqui.
Um Sarava de Amor a Todos!
Meu Pai Velho...Eu te amo Muitooooo!!!
Obrigado pela força!
Suas bênçãos e obrigado pela paciência junto a mim, a luta continua linda e bela como sempre foi.
Por Carlos Junior
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