quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Céu Azul Estrelado


Divino céu estrelado!

Que lugar é este que sempre sou levado?

O azul celestial sobre a minha coroa.

É pura luz!

Efluídos descem do alto.

Influídos do meu eu crescem pro alto.

Sinto-me amado.

Reflito e compreendo o incompreendido.

A lucidez se aflora.

Não me sinto mais perdido.

Que mundo é este onde reina o amor?

Novamente aqui estou.

Sou ejetado do físico para o seu colo consolador.

Mamãe Oxum!

Você se faz presente como eu nunca imaginei.

Como pode tal força me envolver.

Revelando quais os caminhos a percorrer.

Divino céu estrelado!

Lugar que conheci em minhas viagens.

Azul..Azul...Azul

Na sua casa estou de passagem.

Como é bom te pronunciar.

Permissão eu lhe peço para visitar.

Minha Mãe me trouxe para me banhar.

Mas que luz é esta diferente de tudo.

Cor não encontrada no mundo por mim habitado.

Irradiei e alcancei este éden do amor felicitado.

Um céu que liga à estrela maior.

A estrela mais brilhosa.

De uma Mãe Carinhosa.

Todas são uma.

Cobre de amor um a um.

Existe sim algo além das estrelas.

É a estrela da Mamãe Oxum!

Os Mentores estão comigo.

Um céu onde as luzes brincam com as estrelas.

Onde o sentimento iluminado envia seus emissários.

Luz Rosa..,Luz Rosa

Agora descobri a sua essência.

Mesmo no Azul da minha alegria.

Você surgiu e minha aura se expandia.

Oxum minha Mãe!

Eu deito e percebo um mundo dentro de mim.

Porque todos os seres não são assim?

À noite você me leva novamente.

Acordo e me vejo vivo neste no mundo consciente.

Nesta noite Divina Oxum você me surpreendeu.

Vivo dentro.

Vivo fora.

A elevação aconteceu de verdade.

Suas veredas me levaram a vivacidade.

Cheguei lá e só olhava para céu.

Eu não entendia nada.

Profusão divinal me encarava.

Parecia ter sido desenhada.

Sabia que o alto me observava.

O céu era bonito demais!

Sim, existiria alguma coisa mais.

De repente as estrelas dançavam.

As luzes coloridas se apresentavam.

Notei que existia uma força maior no céu.

Ela desceu sobre mim.

Eu não sabia o que fazer.

Envolvi-me com aquele sentimento.

Presenciava a formação do sutil.

Levantei as mãos!

A luz em forma de coração.

Presenciado somente em oração.

A minha frente a luz se propagou.

Outras luzes sobre a minha essência jorraram.

Não precisei perguntar.

Era só esperar.

Em minha mente uma voz pronunciou.

Luz da Oxum!

Luz da Oxum!

Novamente Oh Divina Mãe!

Você me emocionou.

Abrindo o meu amor espiritual.

As luzes se transformaram.

Benfeitores do amor se formaram.

Todos se apresentaram.

Tupã Oh Divino Pai!

Reverencio a tribo iluminada.

A luz do Caboclo.

O grande espírito vivente.

O amor da Cabocla do Oriente.

Coração da Oxum!

Leve-me sempre onde a sua força estiver.

Esforçarei-me para fazer por merecer.

E todos os dias eu irei agradecer.

Caridade...Fraternidade...Amor

Oxum de Amor

A cada dia novas sementes em meu ser.

Vivendo para aprender.

Divino céu estrelado!

Agradeço Mãe Oxum por mais um dia abençoado.

Essa é uma pequena homenagem que eu fiz para presentear o dia 25/01/2008. Dia em que eu tive uma maravilhosa e marcante experiência lúcida fora do corpo físico.

Por Carlos Junior

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Vovô Dizia


Folhas da ingratidão.

Vovô dizia!

A correnteza leva.

Seja devagar ou apressada.

Seu dever é seguir em frente.

Calmamente ou mal humorada.

Depende de nossa mente.

As águas obedecem mais uma jornada.

Esse é o fluxo da torrente.

Tudo passa.

Tudo caminha.

Nada ficará.

A planta fraca morrerá.

A arvore que se acha forte sucumbirá.

Os galhos do amor crescem e sobrevivem.

A arvore sem raiz não vive.

A força de vontade e a persistência o manterá.

O destino é sempre abraçado.

Nada pertence a ninguém.

Ninguém é submisso do nada.

As mudanças são constantes.

Sempre visando o melhor...

Falta o adubo da alma.

Se fizermos esforços.

A natureza se encarregará de fornecer.

Renova a terra improdutiva.

Novas sementes beijam o jardim.

Brotam o agir.

Novas borboletas irão colorir.

Flores em harmonia a espargir.

Pragas irão se afastar.

As aves alegres irão se alimentar.

O ciclo continua.

Pois amanhã o sol volta a iluminar.

Raiz forte se manterá.

Nova planta nascerá.

Procurar resposta?

Arrependimento... Tristeza... Decepção.

Faz parte da criação!

Crescemos ao lado da ingratidão.

Difícil saber.

Procure entender.

Ou melhor.

Zi fio não procure entender.

Não é preciso sofrer.

Tudo é previsto.

Tudo esta escrito.

Obra do Divino.

Não se lembras do Cristo.

Zambi criou o mundo para crescermos.

Tudo é real aos nossos olhos.

E se torna fictício quando realmente compreendemos.

Vovô dizia!

Riscava o chão.

Contava sobre a ingratidão.

Essa tal que tenta atingir o coração.

Só percebemos quando somos fracos.

Quando o ego precisa de alimento.

Quando o filho precisa do crescimento.

Essa é a tal sorrateira.

Brinca de testar os seres.

Os que praticam...

Fingem se sentirem aliviados.

Os que recebem...

Acham-se frágeis injustiçados.

Evolução do espírito.

Sentimento no Cristo.

Falta interiorizar a pureza que eleva.

Que depura a alma.

Vovô dizia!

Eu era criança.

Escutava e compreendia.

Percebia e nada podia.

A vida seguiria.

E com ela eu aprenderia.

Criança a esperança da mudança.

Criança a essência verdadeira.

Criança externa a incompreensão.

Criança escuta com os sentimentos.

Assim Vovô dizia!

Julguemos e culpemos.

Assim pensa a imperfeita humanidade.

Parece ser mais fácil.

Folha seca folha seca!

Vento levou para longe.

A natureza o guiou para onde?

Um dia foi feliz.

Quando seu verde brilhava na mata.

Será que realmente era feliz?

Será que soube aproveitar?

Porque será que caiu na frente das outras?

Folha seca folha seca!

Conte-me a sua vida!

Não me esconda nada!

Revele seus mistérios.

A ingratidão também lhe alcançou?

O sol queimou e você não agüentou?

Nos conte a verdade!

Preto Velho... Preto Velho!

Com alegria eu agüentei.

A terra me deu o sustento.

Os Orixás da mata o alimento.

A experiência me trouxe o crescimento.

Suportei todas as ingratidões.

Alimentava todos seres da floresta.

Verdadeiros amigos pidões.

Eu tinha a faculdade de me renovar.

Limpava o ar para todos suspirar.

Mas nenhum passarinho retribuiu-me com seu canto.

Somente a Mãe Natureza com seu encanto.

Desejava cair na ribeira.

E descer pela cachoeira.

Os Caboclos sempre estavam lá.

Levavam as minhas irmãs.

Ervas para ajudar.

Gotas de lágrimas escorriam na minha folha.

Não conseguia me expressar.

Sentia-me confuso e mudo.

Mas a Mãe Jurema dizia que paciência é tudo.

Pois alguns esqueciam.

Esqueciam de Ossain saldar!

Para Oxossi rezar!

Eu voei para longe.

Um índio me achou.

Eu virei defumador.

Subi como essência.

E na mata novamente estou.

Agora sou um ser elemental.

Minha irmã virou fumo de Velho Caboclo Caçador.

Pois é zi fio!

Algumas folhas secas são produtivas.

Conseguem ser feliz.

Mesmo parecendo sem vida.

Sem o verde da esperança.

Mas com o amor da bonança.

Pois almejam servir sempre.

Por mais forte que sejam...

Os ventos e as tempestades.

As folhas da gratidão sempre viverão.

Na madrugada do dia 10/01/2008, encontrava-me em meu ambiente de trabalho quando resolvi descansar um pouco. Horas depois na própria madrugada, levantei-me da cama e fiquei sentado na mesma pensando. Estava eu recebendo alguma inspiração do alto, meus pensamentos estavam pulsando idéias elevadas, então percebi que haveria de escrever algo, e sabia que era a respeito da ingratidão. Em seguida comecei a escrever este texto.

Abraços Fraternos.

Por Carlos Junior

Conversa com Preto Velho

Escrito por Fernando Sepe

À noite, quando a maioria das pessoas estão dormindo, diversas falanges espirituais se desdobram em trabalhos socorristas de assistência à humanidade encarnada. Devido ao sono, a queda natural do metabolismo e das ondas cerebrais, o corpo espiritual desprende-se naturalmente do corpo físico. Aproveitando-se desse fato natural e inerente a todo ser humano muitos amigos espirituais trabalham nessa hora da noite retirando essas pessoas do seu corpo físico, dando um toque sensato a elas diretamente em espírito, ou, simplesmente, trabalhando as energias do assistido com mais liberdade a partir do plano espiritual da vida.

Um dia desses, durante um trabalho de assistência, estava conversando com um preto-velho, que responde nas lidas de Umbanda, pelo nome de pai José da Guiné. Segue o diálogo:

— Pai José, esse trabalho de assistência na madrugada é enorme, não? O médium umbandista muitas vezes nem imagina o tamanho dele, não é mesmo?

— É sim fio. Trabalho grande, toda noite. Mas são poucos que lembram da espiritualidade dia-dia e mantém sintonia elevada antes de dormir. Isso acaba por barrar as possibilidades de trabalho em conjunto conosco, você sabe disso. A maioria dos médiuns por aí pensam que o único dia de trabalho espiritual é o dia de trabalho no terreiro. É uma pena.

— É verdade, as pessoas tendem a se preparar muito para o dia de trabalho no terreiro, mas esquecem dos outros dias.

_ Preparar? Muitas vezes eles nem se preparam fio. A maioria chega lá cheia de problemas e preocupações na cabeça. Dá um trabalhão danado acoplar na aura toda encardida de pensamentos e sentimentos estranhos deles. E nego num tá falando que preparação é tomar um banho de erva antes do trabalho, não...

— Ué, mas o banho de erva é importante, não é pai?

— É, claro que é. Mas num é tudo. Antes do banho de erva, seria melhor um banho de bom-humor, com folhas de tranqüilidade e flores de simplicidade, hehehe... Isso sim ajudaria. Num adianta colocar roupa branca, defumar, tomar banho, se o coração tá sujo, se a boca maldiz, se o rosto está sem alegria e o espírito apagado. Limpeza interna fio, antes de limpeza externa...

— Tá certo...

— Tá certo, mas você muitas vezes num faz isso né? Hehehe... Tudo bem, todo mundo tem lá seus dias ruins, o problema é quando isso se torna constante. Fio, a Umbanda é muito rica em rituais, em expressões exteriores de alegria e culto a divindade. Mas isso deve ser utilizado sempre como uma forma de exteriorizar o que de melhor trazemos dentro de nós. Não uma fuga do que carregamos aqui dentro. Volta seus olhos pra dentro e lá presta culto aos Orixás. Só depois disso, canta e dança...

Conversa de Preto-Velho - Parte II

— Quando estiver participando de um trabalho, esteja por inteiro, em corpo físico, coração e mente. Não faça das reuniões espirituais um encontro social. Antes de começar os trabalhos, medita, ora, entra em sintonia com o trabalho que já está acontecendo. Durante os cantos, busca a sintonia com os Orixás. Nesse momento, você e Eles não estão separados pela ilusão da matéria. Tão juntos. Em espírito e verdade...

— Acompanha as batidas do atabaque e faz elas vibrarem em todo seu ser. Defuma seu corpo, mas defuma também sua alma, queimando naquela brasa seu ego, sua vaidade, seu individualismo, que lhe cega os sentidos.

— Trabalha, aprende, louva, cresce meu fio. Mas o mais importante: Leva isso pra fora do terreiro! Lá dentro, todo mundo é filho de pemba, todo mundo tá de branco, todo mundo ama os Orixás...

— Mas aqui fora, logo na primeira dificuldade, duvidam e esquecem dos ensinamentos lá recebidos. Aqui fora, num tem caridade, fraternidade, Orixá, espiritualidade. Mas a Lei de Umbanda não é pra ficar contida no terreiro. A Lei de Umbanda é pra estar presente em cada ato nosso. Em cada palavra, em cada expressão de nosso ser...

— Percebe fio? Você é médium o tempo todo, não só no dia de trabalho, mas todo dia. Você é médium até quando tá dormindo...hehehe

Pai José fez uma pausa e eu fiquei a pensar a respeito da responsabilidade do trabalho mediúnico. De quantos médiuns por aí nem tinham idéia do trabalho espiritual que as muitas correntes de Umbanda desenvolvem. De como, a vivência de terreiro, demandava uma mudança interior, uma postura diferente em relação à vida. Enquanto pensava a respeito, pai José disse:

— É por aí mesmo fio. A partir do momento que a pessoa internaliza os valores espirituais, um novo mundo, cheio de novas perspectivas surge. Novas idéias, novos ideais. Uma forma diferente de encarar a vida. Esse é o resultado do trabalho. A caridade não é mais uma obrigação, mas torna-se natural e inerente ao próprio ser, assim como a respiração. A sintonia acontece esteja onde ele estiver, carregando consigo a Lei da Sagrada Umbanda em seu coração...

— Lembre-se: Aruanda não é um lugar! Aruanda é um estado de espírito... Você a carrega para onde for. Isso é trabalho. Isso é sacerdócio. Isso é viver buscando a espiritualização...

— Por isso, meu fio, faz de cada trabalho espiritual que você participar um passo em direção a esse caminho. Um passo em direção a unidade com o Orixá. Cada reunião, um passo... Sempre!

Notas do médium: Pai José de Guiné é um espírito que há muito tempo eu conheço, trabalhador incansável nas lidas da cura espiritual. Apresenta-se como um negro, com cerca de 50 anos, sempre com seu chapéu de palha a cobrir-lhe a cabeça e seu olhar firme e determinado. Tem um jeito muito direto e reto de falar as coisas sempre nos alertando a respeito de posturas incompatíveis com o trabalho espiritual. É um espírito muito bondoso com quem já aprendi muitas coisas. Fica aí o toque dele, que muito me serviu, a respeito de levar o terreiro para o nosso dia-dia.

Por Fernando Sepe

http://blog.orunananda.zip.net/

A história do velho Meji

Mensagem recebida por Fernado Sepe


A história do velho Meji

"Quando a alma queima de amor e o ser eleva-se além das estrelas;
Quando o espírito liberta-se da ilusão e os olhos contemplam a Unidade;
Quando o eu desaparece no turbilhão do divino;
Finalmente o toque da Luz..."

Era tarde, o céu já estava tingindo com a cor que antecede o anoitecer. O Sol, tímido, escondia-se na linha do horizonte. A tudo eu contemplava, pensando no milagre da natureza. Logo chegaria a noite e a luz das estrelas beijaria a face da terra. Romance que acontece desde o prelúdio dos tempos e que inspira os amantes com sua beleza. Sim, aqueles olhos terrenos tão cansados, mas que no meio das tristezas, aprendeu a ver a verdade do milagre...


De repente uma pontada no peito. Coração de nêgo já não era forte para a matéria, estava cansado de trabalhar. Mas para o espírito, era ele a grande
riqueza. Lá estavam as cicatrizes que nos fazem corajosos como o jasmim. Os
tesouros do amor e da amizade, as belezas da vida. Coração, tão maltratado
pela humanidade. Coração, altar da imortalidade...

A vida passa rápido. Naquele instante, como um raio que corta o firmamento.
Toda ela, dançando a frente dos meus olhos. Senti saudade dos sorrisos. Das
lágrimas o calor. E assim, entre o choro e a alegria, o espírito desabrochou...

O corpo tombou, sedento por voltar a terra...
O espírito voou, como um pássaro celeste...

Homens e mulheres choraram a ilusão da morte...
Mas a natureza, essa cantou a melodia da vida...

Minha alma tocava o céu em êxtase. A existência descortinava-se para mim,
pois agora o grilhão do corpo estava rompido. E a morte, o mergulho do corpo
em direção a Mãe Terra, estava longe. Na consciência tudo vive...

E eu vivia! A chama da vida ardia em meu peito espiritual como nunca. E nesse contentamento, nessa bem-aventurança incrível, dancei. Dancei e rodei como tantas vezes fiz. A sagrada dança dos Orixás, gestos que simbolizam as forças da Criação...

E tanto dancei, que me esqueci do velho negro Meji. Esqueci de tudo inclusive. Simplesmente esqueci...

E nesse esquecimento alguém disse:

"Aquele que busca a Luz, que morra mesmo depois de morrer..."

E foi ali, perdido no vazio, esquecido, que a gota de orvalho finalmente
voltou ao oceano.

Ah, o Orun! A terra querida dos Orixás...

Tanto busquei Iansã nos raios, mas neles encontrei apenas o seu olhar...

Oxalá nas nuvens, mas nelas apenas o seu semblante...

Iemanjá em cada gota d' água, e o que encontrei foi uma pequena pérola de
seu colar...

Finalmente, na morte depois da morte, a eles eu realmente me devotei.
Girando em volta do axé plantado no meu coração. Dançando de frente para o
verdadeiro congá. Apenas aqui eu realmente os encontrei. Aqui eles sempre
estiveram. O coração é o maior ilê, o maior dos congás. Não existe mistério
maior que esse. Não pode existir. Mas, mesmo que você saiba disso, só
morrendo para entender...

" Meji, quem é você? Um negro escravo? Um velho sacerdote? _ a voz da
Existência lhe perguntou.

_ Meji? Sacerdote? Negro? Não...

_ Mas então QUEM É VOCÊ?"

E nada mais se sabe a respeito do velho Meji. A lenda conta que sua boca não
respondeu, mas sua alma inflamou e ele queimou de amor. Morreu novamente.
Foi, enfim, viver a realidade de Oxalá, seu querido Pai. No seio do grande
babá, finalmente se encontrou...

Essa história ainda pode ser ouvida quando as estrelas surgem no céu. Dizem
que o velho Meji é uma delas, brilhando serena no firmamento. Iluminando e
velando os terreiros. É hoje uma das muitas jóias que ornam o Ori do velho
e amoroso papai Oxalá...

Êpa Babá!

Pai Antônio de Aruanda – Mensagem recebida por Fernando Sepe

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O que a Umbanda tem a oferecer?

Texto de Fernando Sepe

Hoje em dia, quando falamos em religião, os questionamentos são diversos. A principal questão levantada refere-se à função da mesma nesse início de milênio. Tentaremos nesse texto, de forma panorâmica, levantar e propor algumas reflexões a esse respeito, tendo como foco do nosso estudo a Umbanda.

O que a religião e, mais especificamente, a religião de Umbanda, pode oferecer a uma sociedade pós-moderna como a nossa? Como ela pode contribuir junto ao ser humano em sua busca por paz interior, desenvolvimento pessoal e auto-realizaçã o? Quais são suas contribuições ou posições nos aspectos sociais, em relação aos grandes problemas, paradoxos e dúvidas, que surgem na humanidade contemporânea? Existe uma ponte entre Umbanda e ciência (?) _algo indispensável e extremamente útil, nos dias de hoje, a estruturação de uma espiritualidade sadia.

O principal ponto de atuação de uma religião está nos aspectos subjetivos do "eu". Antigamente, a religião estava diretamente ligada à lei, aos controles morais e definição de padrões étnicos de uma sociedade _ vide os dez mandamentos e seu caráter legislativo, por exemplo. Hoje, mais que um padrão de comportamento, a religião deve procurar proporcionar "ferramentas
reflexivas" ou "direções" para as questões existenciais que afligem o serhumano. Em relação a isso, acreditamos ser riquíssimo o potencial de contribuição do universo umbandista, mas, para tanto, necessitamos que muitas questões, aspectos e interfaces entre espiritualidade umbandista e outras religiões e ciência sejam desenvolvidos, contribuindo de forma efetiva para que a religião concretize um pensamento profundo e integral em relação ao ser humano, assumindo de vez uma postura atual e vanguardista dentro do pensamento religioso. Entre essas questões, podemos citar:

_ Um estudo aprofundado dos rituais umbandistas, não apenas em seus aspectos "magísticos", mas também em seus sentidos culturais, psíquicos e sociais. Como uma gira de Umbanda, através de seus ritos, cantos e danças, envolve-se com o inconsciente das pessoas? Como podem colaborar para trabalhar aspectos "primitivos" tão reprimidos em uma sociedade pós-moderna como a nossa? Como os ritos ganham um significado coletivo, e quais são esses significados?
Grandes contribuições a sociologia e a antropologia podem dar à Umbanda.

_ Uma ponte entre as ciências da mente - como a psicanálise, psicologia - e a mediunidade, utilizando-se da última também como uma forma de explorar e conhecer o inconsciente humano. Mais do que isso, os aspectos psicoterápicos de uma gira de Umbanda e suas manifestações tão míticas-arquetí picas. Ou será que nunca perceberemos como uma gira de "erê", por exemplo, além do trabalho espiritual realizado, muitas vezes funciona como uma sessão de psicoterapia em grupo?

_ A mediunidade como prática de autoconhecimento e porta para momentâneos estados alterados de consciência que contribuem para o vislumbre e o alcance permanente de estágios de consciência superiores. Além disso, por que não a prática meditativa dentro da Umbanda (?) _ prática essa tão difundida pelas religiões orientais e que pesquisas recentes dentro da neurociência demonstram de forma inequívoca seus benefícios em relação à saúde física,
emocional e mental.

_ Uma proposta bem fundamentada de integração de corpo-mente- espírito. Contribuição muito importante tanto em relação ao bem estar do indivíduo, como também dentro da medicina, visto que a OMS (Organização Mundial da Saúde) hoje admite que as doenças tenham como causas uma série de fatores dentro de um paradigma bio-psíquico- social caminhando para uma visão ainda mais holística, uma visão bio-psíquico- sócio-espiritual.

_ O estudo comparativo entre religiões, com uma proposta de tolerância e respeito as mais diversas tradições. Por seu caráter sincrético, heterodoxo e anti-fundamentalist a, a Umbanda tem um exemplo prático de paz as inúmeras questões de conflitos étnico-religiosos que existem ao redor do mundo.

_ A liberdade de pensamento e de vida que a Umbanda dá as pessoas também deveria ser mais difundido, visto que isso se adapta muito bem ao modelo de espiritualidade que surge como tendência nesse começo de século XXI.
Parece-nos que a Umbanda há muito tempo deixou de lado a velha ortodoxia religiosa de "um único pastor e único rebanho", para uma visão heterodoxa de se pensar espiritualidade, onde ela assume diversas formas de acordo com o estágio de desenvolvimento consciencial de cada pessoa, o que vem de encontro - por exemplo - com as idéias universalistas de Swami Vivekananda e seu discurso de "uma Verdade/Religiã o própria para cada pessoa na Terra". E
a Umbanda, assim como muitas outras religiões, pode sim desenvolver essa multiplicidade na unidade.

_ O resgate do sagrado na natureza e o respeito ao planeta como um grande organismo vivo. Na antiga tradição yorubana tínhamos um Orixá chamado Onilé, que representava a Terra planeta, a mãe Terra. Mesmo que seu culto não tenha se preservado, tanto nos candomblés atuais como na Umbanda, através de seus outros "irmãos" Orixás, o culto a natureza é preservado e, em uma época crítica em termos ecológicos, a visão sagrada do planeta, dos mares, dos rios, das matas, dos animais, etc - ganha uma importância ideológica muito grande e dota a espiritualidade umbandista de uma consciência ecológica necessária.

_ O desenvolvimento de uma mística dentro da Umbanda, onde elementos pré-pessoais como os mitos e o pensamento mágico-animista, possam ser trabalhados dentro da racionalidade, levando até mesmo ao desenvolvimento de aspectos transpessoais, transracionais e trans-éticos dentro da religião. A identificação do médium em transe com o Todo através do Orixá, a trans-ética que deve reger os trabalhos magísticos de Umbanda, os insights e a lucidez verdadeira que levam a mente para picos além da razão e do alcance da linguagem, o fim da ilusão dualista para uma real compreensão monista através da iluminação, são exemplos de aspectos transpessoais que podem ser (e faltam ser) desenvolvidos dentro da religião.

_ Os aspectos culturais, afinal Orixá é cultura, as entidades de Umbanda são cultura o sincretismo umbandista é cultura. Umbanda é cultura e é triste perceber o descaso, seja de pessoas não adeptas, como de umbandistas, que simplesmente não compreendem a importância cultural da Umbanda e da herança afro-indígena na construção de uma identidade nacional. A arte em suas mais variadas expressões tem na Umbanda um rico universo de inspiração. Cabe a
ela apoiar e desenvolver mais aspectos de sua arte sacra.

Essas são, ao nosso entendimento, algumas das "questões-desafios" que a Umbanda tem pela frente, principalmente por ser uma religião nova, estabelecendo- se em um mundo extremamente multifacetado como o nosso. Muito mais poderia e com certeza deve ser discutido e desenvolvido dentro dela.

Apenas por essa introdução já se pode perceber a complexidade da questão e como é impossível ter uma resposta definitiva a respeito de tudo isso. Muitos podem achar que o que aqui foi dito esteja muito distante da realidade dos terreiros. Mas acreditamos que a discussão é pertinente,
principalmente devido ao centenário, onde muito mais que festas, deveríamos aproveitar esse momento para uma maior aproximação de ideais e pessoas, além de uma sólida estruturação do pensamento umbandista. Esperamos em outros textos abordar de forma mais profunda e propor algumas idéias a respeito das questões e relações aqui levantas. Esperamos também que outros umbandistas desenvolvam esses ou outros aspectos que acharem relevantes e caminhemos juntos em busca de uma espiritualidade sadia, integral e lúcida.

Um Feliz começo de 2008 a todos!

Fernando Sepe

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Divina Luz


Nunca imaginei um dia vir a ocorrer as presentes experiências espirituais fora do corpo físico com o meu ser, muito menos experimentar a latente faculdade anímica. No início eu me emancipava do corpo físico e alçava vôo sem entender nada. Mesmo assim eu era um incrédulo, talvez por não entender o que realmente se passava, eu alegava que era um simples sonho, imaginação, ou seja, coisas da minha cabeça. Porém nunca senti medo quando isso ocorria, pelo contrário, a sensação de liberdade e bem estar é imensurável. Percebo à sensibilidade da alma, que expressa bons pensamentos. É como admirar uma linda borboleta com suas cores encantadoras, voando rumo aos jardins onde brotam as verdadeiras flores, existente na dimensão extrafísica mais sutil. É como se emocionar em ouvir uma bela canção que expandi a nossa aura de boas vibrações.

Certa ocasião eu fui projetado para fora do corpo físico e passei voando por cima da minha rua, uma sensação de bem estar indescritível, estava eu ali totalmente lúcido e voando por cima de uma rua a qual costumo transitar. Voava e voava sem destino algum, passei por cima de casas, prédio...Para quem desconhece o assunto, vai pensar que estou maluco, ou que estou inventando coisas, "Esse cara deve esta vendo muitas histórias do Peter Pan.......", ironicamente pensando, todavia, eu confesso que imaginava a mesma coisa, que era coisa da minha cabeça. O autor Tom Robbins resumiu quando disse: “A maior aventura humana é a evolução da consciência. Nós estamos nesta vida para ampliar a alma e a luz sobre o cérebro”. Então certo dia eu tive uma experiência surpreendente, estava eu totalmente lúcido projetado fora do corpo físico, quando juntamente com um Mentor espiritual, levitamos até uma cidade no astral, parecia uma Roma antiga. O bondoso Mentor espiritual me ofertava algumas explicações, e eu tecia algumas perguntas de cunho elevado, pois percebi que nestes instantes devemos nos preocupar com as coisas que nos elevam e enriquecem o espírito. E não fazer perguntas inferiores ligadas a curiosidades sem nexo.


Mas como isso pode ocorrer? Na ocasião eu fazia essas perguntas para mim, talvez eu ainda não estivesse preparado para perceber à essência deste novo mundo, que abre as suas portas para o crescimento da alma. Há pouco tempo iniciei meus estudos sobre projeção de consciência, e estou aprendendo muito sobre as coisas do espírito. Sou um Umbandista com a mente aberta, falo assim porque é justamente isso que a Umbanda prega. É uma religião que não esta ligada as montanhas de doutrinas, dogmas, hipóteses e conclusões. É ritualística devido as suas formas de manipular as energias diversas.


Contudo, com as experiências fora do corpo que tem surgido, percebo claramente o que o precursor da Umbanda, o Caboclo das Sete Encruzilhadas quis dizer: “Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados”. Pois vemos que não há distinções entre os seres, diversas culturas espirituais são atraídas para a Umbanda, falanges diversas que nos trazem luz, demonstrando que não há fronteiras para o espírito, já que o mesmo não possui religião. Só basta termos as mentes abertas para captar o que é verdadeiro. Embora muitos Umbandistas não percebam, a Umbanda contempla um amalgama de falanges espirituais que são atraídos pela corrente universal fraterna de amor, essas entidades nos trazem a luz de Cristo, segundo suas culturas raciais e etnia, vibração a qual são afins. Idéia também defendida pelo Mentor espiritual oriental Ramatis. Vejamos bem um exemplo, como pode um médium recusar e não gostar de trabalhar com um Exu? Só porque se apresentam de maneira diferente? E como é que pode um médium só aceitar Guias espirituais que tem boa apresentação? Vemos que o ego do médium se fundiu com a soberba mente fechada para a universalidade espiritual.

Acredito então que devido ao meu interesse pelo assunto, percebo que os meus Guias espirituais estão colaborando com o meu aprendizado, conduzindo meus pensamentos para o Universo extrafísico. A minha mente aberta para a universalidade espiritual contribuiu para tal feito. A Umbanda esta me mostrando um novo mundo, despertou à minha consciência para algo que transcende o físico.

A minha visão de vida que já era diferente se inclinou, me levando para a magnitude dos feitos absorvidos pela minha alma. A satisfação pessoal e a sensação evolutiva crescem em minha essência. Percebo que as portas estão abertas para mergulharmos em grandiosas tarefas de caridade no plano extrafísico, auxiliando no socorro de irmãos sofredores... Com tais experiências, somos colocados de frente com o conhecimento verdadeiro. Aflora-se a capacidade esquecida por muitos, que é a percepção pessoal de descobrirmos as respostas por nós mesmos.

A consciência deseja algo mais, almeja à liberdade, alcançando os planos mais sutis, pois enquanto o nosso envoltório denso (corpo físico) dorme, a consciência aproveita essas horas de sono para aprender e evoluir em outras dimensões. Hoje isso fica bem impresso na minha senda espiritual, pois vemos que não pertencemos à este mundo, estamos aqui de passagem. Existem numerosos espíritos afins que torcem pelo nosso sucesso neste estágio de vida.

Pude perceber nestas inicias experiências fora do corpo, que sou levado para locais que de pronto reconheço. Como se eu fosse levado para o bairro de Copacabana, todavia, o mais curioso é que não sei de onde conheço aquele lugar, creio que aquele lugar esteja registrado em minha consciência. Uma outra observação incrível, fora do corpo físico a nossa consciência tem uma visão mais ampliada, por exemplo, um simples olhar para determinadas coisas no plano extrafísico, sem que nenhum Mentor espiritual explique, captamos com o sentimento um bloco de conhecimentos e ensinamentos. Como exemplo, vejam os meus relatos no texto “Encontro com a Luz”.

Voar estando liberto da matéria densa e grosseira é algo formidável para o nosso enriquecimento, todavia, possuo os pés no chão, e tenho a plena consciência de que é urgente aproveitar este tempo, pois o mais importante do que sair do corpo é saber viver bem dentro dele. Aproveitemos este estágio para nos aperfeiçoarmos, para praticar o amor e a caridade que liberta o espírito, nos impulsionando para a verdadeira luz.

A rica espiritualidade nos mostra o quanto é importante valorizar o tempo de vida, que contém todo um conjunto de ferramentas necessárias para a nossa evolução. Como é divino ver a nossa sensibilidade se religar a natureza existente em nós, e no todo que esta no tudo. Aproveitemos este tempo para nos tornarmos pessoas melhores, resgatando os nobres valores de nossa natureza mais pura.

Encontro com a luz

No dia 08/12/2007 após chegar da festa de Oxum realizada no centro o qual sou médium, fui deitar para dormir, minutos depois a minha consciência foi projetada para fora do corpo físico, totalmente lúcido e consciente, fui parar em um local sem formas geográficas, era inanimado, era semelhante a uma rua, visualmente não havia espírito algum, cabendo ressaltar que antes de eu deitar havia feito as minhas orações, e pedia ao alto uma luz para entender certas coisas na minha vida, relacionado a um problema que eu teria que encarar e tomar uma decisão. Então uma voz me direcionou para uma espécie de reflexão, a minha frente surgiu uma bola de luz, e a voz de um (a) Mentor (a) perguntou para mim que cor eu estava vendo, eu observava à luz e percebia que havia um misto de cores, não havia uma cor defina. Então vi uma cor parecendo ser azul, e respondi que era azul. Ato seguinte o meu corpo foi sugado de costas para um outro local, e novamente a voz me perguntou: “ Você é capaz de amar...............”, eu respondi: “ É lógico ”. Retornei em seguida para o corpo físico. Logo levantei com as seguintes impressões deixadas pela reflexão do desdobramento:
Como é que você deseja amar?

Você não consegue enxergar a cor certa!

Existente na essência do prana, na alma, na expressão da natureza.

Ou seja, eu via uma mistura de cores, mas na verdade só existia uma cor. Compreendi também que na verdade o amor que eu quero encontrar esta na minha frente e eu não consigo enxergar, pois fico criando bloqueios com os meus comportamentos de um ser imperfeito. A cor que eu deveria enxergar no misto de cores apresentado, era a luz que representa o Amor Divino, que esta acima de nossas paixões matérias e mesquinhas.

É a luz que desperta todos os seres e nos traz a verdadeira felicidade.
Não se trata do amor carnal de homem para mulher.
Trata-se de descobrir, compreender e sentir essa luz.
É o amor que nos traz a verdadeira benção espiritual.
É a luz que nos aproxima de tudo e do todo.
É a luz que balsamiza o espírito.
É a luz que nos prepara para a verdadeira seara a ser seguida.
É a luz que nos deixará apto para amar o próximo.
Pos ela banha e une todos os seres em uma só corrente.
É a luz que nos tornará mais sensíveis,
Em perceber e se aproximar da natureza celestial que nos rodeiam,
Que parte de nosso interior mais profundo.
Essa luz nos direciona para a senda da caridade,
E faz com que floresça em nosso coração,
O sentimento desinteressado em servir e amar ao próximo.
Essa luz parte do nosso interior.
Essa luz brilha em nossos corações.
É a luz que brilha na escuridão de nossos atos imperfeitos.
É a luz do amor que conduz todos os seres a felicidade eterna.
É a luz que revela o segredo para enfrentar os percalços.
É a libertação redentora tão almejada pelo nosso espírito.

Essa luz quase ninguém tem olhos para vê-la, pois durante a nossa jornada encarnatória insistimos em criarmos bloqueios imaturos que obscurecem olhos da alma, do coração, enovelando a pureza que habita em nós.

Paremos para refletir sobre essa luz, quantas vezes ficamos confusos dando tropeços e rodeios na vida, sem entendermos como passar por cima dessa tormenta, todavia, não percebemos que a luz que consola, que cura o sofrimento, que liberta a alma, e alimenta o espírito, esta sempre a nossa frente.

Todos somos puro amor, então procuremos ser quem realmente somos, o caminho é longo e árduo, no entanto, não tornem mais longo ainda este caminho.

Por Carlos Junior

Canção do Amor Divino

O criador nos concedeu,
Principio vital se ergueu,
Um dia nos tornaremos,
Busquemos e a encontraremos,
Preciso dela em minha alma.
Como obtê-la ?
Eterna morada aqui se fez !
Desceu na terra !
Habita no cosmo !
Expressa o crescimento,
Verdadeiro alimento,
Estorva o sofrimento,
Segredo revelado e não compreendido.
Prana existente no tudo.
Mundo em transição,
É chegada a regeneração,
O amor um dia reinará.
Brilha a flor de lótus no espírito.
Aura de amor suspira,Cachoeiras, doçura, formosura, rios que inspira.
Feche os olhos e sinta !
Orixá água da cinda !
Ora yê yê Oxum !
Canção da infinita doçura.
Pensamento..Ligamento..Sentimento.
Natureza que sustenta o coração.
Razão do novo renascimento.
Mantra que suplica Oh Mãe Sagrada !
Canção do amor suspira.
Penso em você sempre.
Porque estas presente !
Habita em todos os corações.
Feche os olhos e sinta !
Orixá água da cinda !
Ora yê yê Oxum !
Canção abençoada pela corrente astral de amor.
Equilibra as emoções.
Chama Rosa, Dourada e Azul.
Zambi..Olorum..assim permitiu.
Oh Mamãezinha do amor !
Ouço sua canção com a alma mais pura.
Derrame sobre nós o que tu és !
Faça-me sentir amparado !
De acreditar que podemos ser melhores.
De Perceber o quanto tu és importante.
Como seria bom se todos os seres fossem assim.
Um mundo só de Oxuns.
Lei de amor em manifestação.
Não basta saber !
É preciso sentir, ser e irradiar amor !
Então perceberemos que todos somos Oxum.
Pois somos seus filhos amados.
Possuímos esta partícula Divina em nossa essência.
Feche os olhos e sinta !
Orixá água da cinda !
Ora yê Oxum !
A canção mais bela que ouvi.Nos conduz à harmonia.
Mamãe Oxum tu és o coração Universal !
Pulsando do alto em direção as nossas coroas espirituais.
Sentimento de unidade..fraternidade agora e sempre.
Somos todos um.
Somos todos iguais.
Somos filhos desta Mãe Sagrada.
A diferença somos nós que criamos...
Com as nossas imperfeições.
Carecemos de unidade com tudo e com toda a vida.
Adocemos nossos pensamentos com suas águas.
Enxerguemos em suas nascentes o caminho, a verdade e a vida.
Feche os olhos e sinta !
Orixá água da cinda !
Ora yê yê Oxum
A canção que externa os nossos sentimentos.
Sentemos em sua beira e viajamos em pensamentos.
Imaginemos deitados em suas águas,
A correnteza sutil passando por cima de nossos corpos,
Deitado em uma corrente de luz,
Escutando a canção da natureza, da alma,
O jorrar das cachoeiras,
Da ibejada brincando em suas águas,
E perceber a expressão viva,
A manifestação do amor Divino,
A Senhora Mãe leva tudo de ruim embora,
Nosso corpo agora é luz,
Projetemos nossas consciências no reino de amor,
Oxum desce do alto,
O local é de pura luz,
As belezas das cores se confundem com a das flores,
A luz de seu corpo se mistura com tal beleza,
E todas vão ao encontro da Mãe que paira no ar,
Levante-se e percebas que aflorou a sua capacidade de amar,
De viver e sentir a vida com os olhos do Anahata.
Feche os olhos e sinta !
Orixá água da cinda !
Ora yê yê Oxum !
Canção que escuto encostado em seu colo bendito.
Os corações brilham irradiando luz,
Agora você esta mais próximo da Oxum,
Pois não faz distinção mais dos seres.
Compreende as dificuldades e as ignorâncias mundanas.
Pois agora ama a todos e tudo.
Se entregue as tarefas de caridade que te rodeiam.
Exprima o que você realmente é,
Invoque a sua pureza.
Um vagalume que deseja crescer e buscar algo mais,
Uma centelha deste amor celestial..
Que não deseja perder tempo.
Que lhe impulsiona a ser benévolo.
Quem ama a tem em si,
Quem ama alcança Olorum,
Onde encontrarás Oxum
Feche os olhos e sinta !
Orixá água da cinda !
Ora yê yê Oxum !
A canção que desperta as consciências.
Devemos desenvolver a Oxum em nós,
E nos unir com o todo,
Nos entregando a esta energia pura.
Somos flores exalando aroma,
Que deve ser inalado por todos os seres.
Eterna canção presente em nossas vidas..
Em nossos pensamentos,
Entoando a canção do amor..
Que deve ser ouvida por todos,
Ela fala a mesma língua e nos une,
Somos seus filhos Oh minha Mãe !
Queremos dentro de nós esta força trazida por ti.
Esta f
orça da natureza que faz aliança com o nosso eu.
Os fluídos dos rios de amor que expande a nossa aura.
Irradiemos e convertemos de amor todos os seres,
Sejam encarnados ou desencarnados.
Sejamos dignos de ser seu filho Oh minha Mãe !
A nossa conduta será sempre regida pelo seu amor.
Pelo nosso amor.
Pelo amor que nos aproxima.
Pois sei que a sua força habita em mim,
Em todos os seres.
Feche os olhos e sinta !
Orixá água da cinda !
Ora yê yê Oxum !
A canção cantada pelos Ogans.
Emitida pela força dos Orixás.
Abro a janela de manhã e vejo as flores,
Vejo o sol refletir na cachoeira do imaginário.
Brota a flor da compaixão.
Aflora em meu peito e vejo o extraordinário.
Sua cascata balsamiza as minhas imperfeições.
Vinha do amor suspira.
Caminho de luz que excita.
Gratidão dos filhos teus.
Dia 8 doce dezembro.
Dia que eu guardo e sempre me lembro.
Mamãezinha do amor.
Falangeiros do amor.
Vocês estão presentes durante todo ano.....
Enchendo-me de bênçãos e me fortalecendo.
Oh Mãe !
Oh fonte fecunda do amor !
Alcançar o teu reino é o que um dia pretendo.
Aonde existir amor, existirá Oxum.

Por Carlos Junior