quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

A Força da Calunga



Na segunda feira dia 25/06/2007 tivemos mais um proveitoso desenvolvimento espiritual no CUCA, no qual ouvimos orientações de nosso amigo Sr. Tranca Rua das Almas, e o assunto que mais causou polêmica foi quando ressaltou sobre à necessidade dos trabalhos no cemitério, denominado Calunga Pequena na Umbanda, igualmente a mim, muitos ficaram pensativos e temerosos com a idéia de adentrar em um cemitério, vejamos bem, há muito carregamos conosco idéias pré-concebidas negativas sobre os cemitérios, talvez por se um lugar onde sabemos que são enterrados os corpos físicos, somando-se ao medo de entrar, pelo choro, tristezas dos amigos e parentes que já se foram, angustias e todos os tipos de sentimentos que são depositados neste local, chegando ao ponto de causar um certo mal estar com a idéia de ir à Calunga. Paremos um pouco para refletir, será que pensando desta forma estaremos buscando à luz de nossos conhecimentos adquiridos na Umbanda, lembra que o Sr. Tranca Rua das Almas nos disse? Que estamos mais seguros lá dentro de que lá fora, duvidar seria em não confiar em si mesmo e nos dirigentes espirituais que conduzem o CUCA, será que os receios são motivados pela falta de conhecimento? Onde nos confrontamos com nossos pensamentos que equivocadamente nos induzem a pensar em se tratar de um lugar com vibrações densas, fazendo uma analogia eu diria que então não gostamos de nós mesmos, pois ignoras que o nosso corpo físico é matéria densa e grosseira.

A má concepção e a deficiência de pensamentos traz em nossas consciências a falsa afirmativa de que a Calunga é habitada por almas assombrosas e trevosas, que vagam pelos túmulos. Mediante estes fatos, percebo que o maior problema não esta no cemitério, e sim em nós mesmo, responsáveis pelas criações mentais emanadas de nossos pensamentos, criações desorganizadas que só dão mais trabalhos aos Exus da Calunga, que já na entrada da Calunga agem como verdadeiros vigilantes de nossas criações mentais, ocasionado pela falta de zelo na educação intima de nossas emoções.

Porque então o temor para com a Calunga? Pois lá encontram-se os trabalhadores da luz que mais tem se sacrificado e contribuído com o equilíbrio de energias densas e o desfazimento de forças mentais inferiores. Trabalhando neste campo de força comandados por Omulu e Obaluaiê, as falanges que lá trabalham delimitam à Calunga protegendo-o com uma poderosa força, Obaluaiê é o Orixá que atua na evolução e seu campo preferencial é aquele que sinaliza as passagens de um nível vibratório ou estágio da evolução para outro, Senhor das Passagens de um plano para outro, de uma dimensão para outra, e mesmo do espírito para a carne e vice-versa. Obaluaiê é responsável pelo fim da vida carnal e princípio da vida espiritual, sua falange trabalha no plano espiritual em plena comunhão com forças divinas e cósmicas, tendo as falanges do cemitério um grande exército para combater as forças negativas do mal, principalmente trabalhos feitos para arruinar a saúde de alguém.

Omulu enquanto força cósmica e mistério divino é a energia que se condensa em torno do fio de prata que une o espírito e seu corpo físico, e o dissolve no momento do desencarne ou passagem de um plano para o outro. Omulu é o Orixá que rege os processos da morte, do instante da passagem do plano material para o plano espiritual (desencarne), Orixá guardião divino dos espíritos caídos, que também nos ajuda a dar o fim aos nossos vícios, a morte à ignorância, morte ao ego e a vaidade.

O Senhor da vida e Guardião das Almas que ainda não se libertaram da matéria, no instante do desencarne são os falangeiros de Omulu que nos ajudam a desatar os nossos fios de agregação astral-físico (cordão de prata) que ligam o perispírito ao corpo material.

A Calunga é considerado o Campo Santo, onde encontramos mais um poderoso ponto de força, assim como nas cachoeiras, matas......, até porque não haveria de ser ao contrário, nosso Pai Olorum jamais iria entregar à administração deste local a entidades inferiores, denominados vampiros de energias, que lá investem para roubar energias ectoplásmaticas dos despojos físicos.

Encontramos na Calunga os espíritos que ainda se encontram ligados à sua matéria, são espíritos infelizes, que aguardam a misericórdia divina. Mas que para isso precisam vencer suas próprias doenças psíquicas enquanto estavam encarnados, Kardec nos diz que isso se deve ao individuo que ainda é muito materialista, apegados as paixões matérias, o perispírito não consegue se desvencilhar do corpo físico. Não devemos temer estes espíritos, que na verdade quando tem olhos para nos verem, são medrosos e procuram fugir, é ai que entra a nossa caridade, benevolência para com os espíritos enfermos, lembremos que o Sr. Tranca Rua das Almas disse: “ há números espíritos em qualquer lugar”.
A olhos nus não conseguimos ver, mas os cruzeiros ali existente s
ão como uma cruz grande de luz que irradia para todo o ambiente, o cruzeiro funciona como um ponto de convergência de vibrações, que atendem as necessidades dos Exus em suas tarefas. As orações feitas pelos encarnados destinados aos desencarnados são vibrações de amor, devoção e saudade, que são irradiados pelo cruzeiro para outros planos extrafísicos, as Almas Santas e Benditas dos nossos amados Preto Velhos também atuam nesta área.


Os exus realizam na Calunga um processo de limpeza energéti
ca, então porque temer o cemitério, confiemos em nós mesmos, em nossos Guias e em Oxalá, se zelarmos pela educação de nossas emoções não temos nada a temer. Lembremos da lei de atração, pensamentos bons atraem espíritos bons, a Calunga é um local sagrado e lá teremos um contacto com vibrações fortíssimas do alto, já ouvi médiuns dizerem que tem medo, e que nós médiuns não devemos entrar em um lugar como este, todavia, se estivermos de coração aberto e com amor em fazer aquilo em que acreditamos e, em que confiamos, com os pensamentos elevados aos nossos Orixás, podemos entrar em qualquer lugar, que sempre estaremos amparados. A Calunga não é local de tristeza, e sim de trabalho incessante dos benfeitores exus e dos Pretos Velhos que lá labutam, imagine uma oração feita em um local como este, onde há verdadeiros portais para outras dimensões, as entidades de luz do local irão até rir, pois não estão acostumados com visitas de grupos que carregam uma força mental que irradiam boas vibrações.


Salve a força da Calunga.

Sarava as Almas Santas e Benditas.

Laroiê Exu.

Por Carlos Junior
Inspirado por meus Guias espirituais.


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