quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Divina Luz


Nunca imaginei um dia vir a ocorrer as presentes experiências espirituais fora do corpo físico com o meu ser, muito menos experimentar a latente faculdade anímica. No início eu me emancipava do corpo físico e alçava vôo sem entender nada. Mesmo assim eu era um incrédulo, talvez por não entender o que realmente se passava, eu alegava que era um simples sonho, imaginação, ou seja, coisas da minha cabeça. Porém nunca senti medo quando isso ocorria, pelo contrário, a sensação de liberdade e bem estar é imensurável. Percebo à sensibilidade da alma, que expressa bons pensamentos. É como admirar uma linda borboleta com suas cores encantadoras, voando rumo aos jardins onde brotam as verdadeiras flores, existente na dimensão extrafísica mais sutil. É como se emocionar em ouvir uma bela canção que expandi a nossa aura de boas vibrações.

Certa ocasião eu fui projetado para fora do corpo físico e passei voando por cima da minha rua, uma sensação de bem estar indescritível, estava eu ali totalmente lúcido e voando por cima de uma rua a qual costumo transitar. Voava e voava sem destino algum, passei por cima de casas, prédio...Para quem desconhece o assunto, vai pensar que estou maluco, ou que estou inventando coisas, "Esse cara deve esta vendo muitas histórias do Peter Pan.......", ironicamente pensando, todavia, eu confesso que imaginava a mesma coisa, que era coisa da minha cabeça. O autor Tom Robbins resumiu quando disse: “A maior aventura humana é a evolução da consciência. Nós estamos nesta vida para ampliar a alma e a luz sobre o cérebro”. Então certo dia eu tive uma experiência surpreendente, estava eu totalmente lúcido projetado fora do corpo físico, quando juntamente com um Mentor espiritual, levitamos até uma cidade no astral, parecia uma Roma antiga. O bondoso Mentor espiritual me ofertava algumas explicações, e eu tecia algumas perguntas de cunho elevado, pois percebi que nestes instantes devemos nos preocupar com as coisas que nos elevam e enriquecem o espírito. E não fazer perguntas inferiores ligadas a curiosidades sem nexo.


Mas como isso pode ocorrer? Na ocasião eu fazia essas perguntas para mim, talvez eu ainda não estivesse preparado para perceber à essência deste novo mundo, que abre as suas portas para o crescimento da alma. Há pouco tempo iniciei meus estudos sobre projeção de consciência, e estou aprendendo muito sobre as coisas do espírito. Sou um Umbandista com a mente aberta, falo assim porque é justamente isso que a Umbanda prega. É uma religião que não esta ligada as montanhas de doutrinas, dogmas, hipóteses e conclusões. É ritualística devido as suas formas de manipular as energias diversas.


Contudo, com as experiências fora do corpo que tem surgido, percebo claramente o que o precursor da Umbanda, o Caboclo das Sete Encruzilhadas quis dizer: “Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados”. Pois vemos que não há distinções entre os seres, diversas culturas espirituais são atraídas para a Umbanda, falanges diversas que nos trazem luz, demonstrando que não há fronteiras para o espírito, já que o mesmo não possui religião. Só basta termos as mentes abertas para captar o que é verdadeiro. Embora muitos Umbandistas não percebam, a Umbanda contempla um amalgama de falanges espirituais que são atraídos pela corrente universal fraterna de amor, essas entidades nos trazem a luz de Cristo, segundo suas culturas raciais e etnia, vibração a qual são afins. Idéia também defendida pelo Mentor espiritual oriental Ramatis. Vejamos bem um exemplo, como pode um médium recusar e não gostar de trabalhar com um Exu? Só porque se apresentam de maneira diferente? E como é que pode um médium só aceitar Guias espirituais que tem boa apresentação? Vemos que o ego do médium se fundiu com a soberba mente fechada para a universalidade espiritual.

Acredito então que devido ao meu interesse pelo assunto, percebo que os meus Guias espirituais estão colaborando com o meu aprendizado, conduzindo meus pensamentos para o Universo extrafísico. A minha mente aberta para a universalidade espiritual contribuiu para tal feito. A Umbanda esta me mostrando um novo mundo, despertou à minha consciência para algo que transcende o físico.

A minha visão de vida que já era diferente se inclinou, me levando para a magnitude dos feitos absorvidos pela minha alma. A satisfação pessoal e a sensação evolutiva crescem em minha essência. Percebo que as portas estão abertas para mergulharmos em grandiosas tarefas de caridade no plano extrafísico, auxiliando no socorro de irmãos sofredores... Com tais experiências, somos colocados de frente com o conhecimento verdadeiro. Aflora-se a capacidade esquecida por muitos, que é a percepção pessoal de descobrirmos as respostas por nós mesmos.

A consciência deseja algo mais, almeja à liberdade, alcançando os planos mais sutis, pois enquanto o nosso envoltório denso (corpo físico) dorme, a consciência aproveita essas horas de sono para aprender e evoluir em outras dimensões. Hoje isso fica bem impresso na minha senda espiritual, pois vemos que não pertencemos à este mundo, estamos aqui de passagem. Existem numerosos espíritos afins que torcem pelo nosso sucesso neste estágio de vida.

Pude perceber nestas inicias experiências fora do corpo, que sou levado para locais que de pronto reconheço. Como se eu fosse levado para o bairro de Copacabana, todavia, o mais curioso é que não sei de onde conheço aquele lugar, creio que aquele lugar esteja registrado em minha consciência. Uma outra observação incrível, fora do corpo físico a nossa consciência tem uma visão mais ampliada, por exemplo, um simples olhar para determinadas coisas no plano extrafísico, sem que nenhum Mentor espiritual explique, captamos com o sentimento um bloco de conhecimentos e ensinamentos. Como exemplo, vejam os meus relatos no texto “Encontro com a Luz”.

Voar estando liberto da matéria densa e grosseira é algo formidável para o nosso enriquecimento, todavia, possuo os pés no chão, e tenho a plena consciência de que é urgente aproveitar este tempo, pois o mais importante do que sair do corpo é saber viver bem dentro dele. Aproveitemos este estágio para nos aperfeiçoarmos, para praticar o amor e a caridade que liberta o espírito, nos impulsionando para a verdadeira luz.

A rica espiritualidade nos mostra o quanto é importante valorizar o tempo de vida, que contém todo um conjunto de ferramentas necessárias para a nossa evolução. Como é divino ver a nossa sensibilidade se religar a natureza existente em nós, e no todo que esta no tudo. Aproveitemos este tempo para nos tornarmos pessoas melhores, resgatando os nobres valores de nossa natureza mais pura.

Encontro com a luz

No dia 08/12/2007 após chegar da festa de Oxum realizada no centro o qual sou médium, fui deitar para dormir, minutos depois a minha consciência foi projetada para fora do corpo físico, totalmente lúcido e consciente, fui parar em um local sem formas geográficas, era inanimado, era semelhante a uma rua, visualmente não havia espírito algum, cabendo ressaltar que antes de eu deitar havia feito as minhas orações, e pedia ao alto uma luz para entender certas coisas na minha vida, relacionado a um problema que eu teria que encarar e tomar uma decisão. Então uma voz me direcionou para uma espécie de reflexão, a minha frente surgiu uma bola de luz, e a voz de um (a) Mentor (a) perguntou para mim que cor eu estava vendo, eu observava à luz e percebia que havia um misto de cores, não havia uma cor defina. Então vi uma cor parecendo ser azul, e respondi que era azul. Ato seguinte o meu corpo foi sugado de costas para um outro local, e novamente a voz me perguntou: “ Você é capaz de amar...............”, eu respondi: “ É lógico ”. Retornei em seguida para o corpo físico. Logo levantei com as seguintes impressões deixadas pela reflexão do desdobramento:
Como é que você deseja amar?

Você não consegue enxergar a cor certa!

Existente na essência do prana, na alma, na expressão da natureza.

Ou seja, eu via uma mistura de cores, mas na verdade só existia uma cor. Compreendi também que na verdade o amor que eu quero encontrar esta na minha frente e eu não consigo enxergar, pois fico criando bloqueios com os meus comportamentos de um ser imperfeito. A cor que eu deveria enxergar no misto de cores apresentado, era a luz que representa o Amor Divino, que esta acima de nossas paixões matérias e mesquinhas.

É a luz que desperta todos os seres e nos traz a verdadeira felicidade.
Não se trata do amor carnal de homem para mulher.
Trata-se de descobrir, compreender e sentir essa luz.
É o amor que nos traz a verdadeira benção espiritual.
É a luz que nos aproxima de tudo e do todo.
É a luz que balsamiza o espírito.
É a luz que nos prepara para a verdadeira seara a ser seguida.
É a luz que nos deixará apto para amar o próximo.
Pos ela banha e une todos os seres em uma só corrente.
É a luz que nos tornará mais sensíveis,
Em perceber e se aproximar da natureza celestial que nos rodeiam,
Que parte de nosso interior mais profundo.
Essa luz nos direciona para a senda da caridade,
E faz com que floresça em nosso coração,
O sentimento desinteressado em servir e amar ao próximo.
Essa luz parte do nosso interior.
Essa luz brilha em nossos corações.
É a luz que brilha na escuridão de nossos atos imperfeitos.
É a luz do amor que conduz todos os seres a felicidade eterna.
É a luz que revela o segredo para enfrentar os percalços.
É a libertação redentora tão almejada pelo nosso espírito.

Essa luz quase ninguém tem olhos para vê-la, pois durante a nossa jornada encarnatória insistimos em criarmos bloqueios imaturos que obscurecem olhos da alma, do coração, enovelando a pureza que habita em nós.

Paremos para refletir sobre essa luz, quantas vezes ficamos confusos dando tropeços e rodeios na vida, sem entendermos como passar por cima dessa tormenta, todavia, não percebemos que a luz que consola, que cura o sofrimento, que liberta a alma, e alimenta o espírito, esta sempre a nossa frente.

Todos somos puro amor, então procuremos ser quem realmente somos, o caminho é longo e árduo, no entanto, não tornem mais longo ainda este caminho.

Por Carlos Junior

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